A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgaram nesta segunda-feira (11) a edição de maio da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos. O estudo aponta aumento do custo da cesta nas 27 capitais brasileiras entre março e abril de 2026. No recorte de 12 meses, de abril de 2025 a abril de 2026, houve alta em 18 capitais e recuo em outras nove.
As maiores variações mensais foram registradas em Porto Velho (5,60%), Fortaleza (5,46%), Cuiabá (4,97%), Boa Vista (4,36%), Rio Branco (4,05%) e Teresina (4,02%). Em valor absoluto, São Paulo teve a cesta mais cara do país, a R$ 906,14, seguida por Cuiabá, com R$ 880,06, Rio de Janeiro, com R$ 879,03, e Florianópolis, com R$ 847,26.
Segundo a Superintendência de Gestão da Oferta da Conab, a variação dos combustíveis, associada ao cenário internacional, também elevou custos de remoção e distribuição. Gabriel Rabello, gerente de Fibras e Alimentos Básicos da Conab, afirmou que esse efeito varia conforme a cadeia produtiva, mas foi identificado aumento nas operações logísticas.
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Entre os itens pesquisados, o leite integral subiu nas 27 capitais, influenciado pela menor oferta no campo durante a entressafra. A batata teve alta em todas as cidades do Centro-Sul monitoradas, também por restrição de oferta no fim de safra. O feijão avançou em 26 capitais e recuou apenas em Belo Horizonte (-1,07%). O tomate subiu em 25 cidades, com taxas entre 1,75% em Recife e 25,58% em Fortaleza.
O pão francês e a carne bovina de primeira tiveram aumento em 22 capitais. No pão, a pressão veio da oferta restrita de trigo e da alta demanda. Na carne, o movimento foi sustentado pela procura e pela menor disponibilidade de animais prontos para abate. Já o café em pó caiu em 22 capitais, com destaque para Cuiabá (-4,56%) e Rio Branco (-3,80%), em um cenário de proximidade da safra e menor volume exportado.
No acumulado de 12 meses, as maiores altas da cesta foram observadas em Cuiabá (9,99%), Salvador (7,14%) e Aracaju (6,79%), enquanto São Luís (-4,84%) e São Paulo (-0,34%) registraram queda. A ampliação da pesquisa para 27 capitais, resultado da parceria entre Conab e Dieese, amplia o monitoramento do abastecimento e do comportamento dos preços no varejo alimentar.
Fonte: gov.br
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