O mercado físico do boi gordo manteve viés de firmeza nesta quarta-feira (30), embora os reajustes ocorram de maneira mais localizada entre as principais regiões produtoras.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, as escalas de abate permanecem concentradas entre seis e sete dias úteis, sustentando a perspectiva de preços firmes no curto prazo.
“Os frigoríficos de pequeno e médio porte continuam enfrentando maior dificuldade para completar suas programações, enquanto as grandes indústrias operam com maior conforto, apoiadas por animais de parceria e confinamentos próprios”, detalha.
De acordo com ele, mesmo após a valorização recente da arroba, o contrato de outubro conserva prêmio relevante sobre o mercado físico, mantendo condições atrativas para operações de hedge e proteção das margens.
- São Paulo: R$ 365,33 — ontem: R$ 362,25
- Goiás: R$ 351,25 — ontem: R$ 350,43
- Minas Gerais: R$ 350,88 — ontem: R$ 349,71
- Mato Grosso do Sul: R$ 357,61 — ontem: R$ 357,05
- Mato Grosso: R$ 340,61 — ontem: R$ 339,73
Mercado atacadista
O mercado atacadista de carne bovina sustenta os patamares alcançados após as recentes valorizações. Segundo Iglesias, a virada do mês pode favorecer a reposição entre o atacado e o varejo e abrir espaço para novos reajustes no curto prazo.
“Entretanto, esse movimento encontra limitações na menor competitividade da carne bovina diante das proteínas concorrentes, especialmente da carne de frango”, disse o analista.
- Quarto dianteiro: permanece a R$ 21,50 por quilo
- Quarto traseiro: segue a R$ 28,00 por quilo
- Ponta de agulha: continua a R$ 20,00 por quilo
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,82%, sendo negociado a R$ 5,1730 para venda e a R$ 5,1710 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1632 e a máxima de R$ 5,2187. No mês, o dólar caiu 0,15%, e fechou o terceiro trimestre com alta de 0,19%.

















