O atual presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), comemorou o fortalecimento da bancada obtido com os resultados da eleição do último domingo (4) e considerou que, ao mesmo tempo, o agro deu um claro recado ao atual governo.
“Dezoito dos nossos membros da Câmara foram eleitos para o Senado. Pelos nossos cálculos, estamos chegando a 47 senadores que têm pautas favoráveis ao agro. Já dentro da Câmara, mantivemos 180 deputados e elegemos mais cerca de 150, chegando a 330. Então temos uma oportunidade de crescimento bem grande e exponencial, o que nos dá um grande ânimo.”
De acordo com ele, a maior prova de que o governo Lula é um “desastre para o agro” é o fato de os ex-ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, não terem conseguido se reeleger no pleito de domingo.
“Eles foram derrotados [nas urnas], o que deixa muito clara a insatisfação do agro com o atual governo. Temos uma taxa de juros elevada por incompetência fiscal e temos de buscar um novo caminho para o Brasil”, sintetizou.
Segundo o deputado, caso Flávio Bolsonaro seja eleito no 2º turno, a FPA terá estreito alinhamento com o governo e participação ativa no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). “Falaremos a mesma língua”, diz.
Lupion é, inclusive, apontado como um dos favoritos a chefiar a pasta, caso a candidatura bolsonarista saia realmente vencedora na eleição do dia 25 de outubro. Para a nova presidencia da FPA, o parlamentar indica que o Deputado Zé Vitor (PL-MG) é, atualmente, o nome mais forte.


















