O dólar encerrou a sessão desta sexta-feira (22) em alta de 0,54%, cotado a R$ 5,0282. Apesar do avanço no dia, a moeda americana terminou a semana com recuo de 0,78% frente ao real. O movimento foi influenciado pela cautela dos investidores antes do fim de semana, pelas dúvidas sobre negociações no Oriente Médio e por declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, sobre inflação e juros.
No acumulado de maio, o dólar ainda sobe 1,52%. Em 2026, porém, a moeda registra desvalorização de 8,39% em relação ao real, segundo os dados informados no mercado. Nesta sexta-feira (22), o desempenho da moeda brasileira ficou abaixo do observado em outras divisas ligadas a países exportadores de commodities, como os dólares australiano e canadense.
No exterior, o índice DXY, que mede o comportamento do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,04% perto das 17h, aos 99,291 pontos. O indicador avança 1,22% em maio. Também pesaram na formação do câmbio as taxas dos Treasuries e a leitura de que o Fed pode manter juros elevados por mais tempo. Mais cedo, o diretor Christopher Waller defendeu cautela no curto prazo e não descartou alta adicional caso a inflação não ceda.
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Segundo Eduardo Aun, gestor de fundos multimercados da AZ Quest, houve aumento do peso de fatores locais sobre o real, em meio a discussões eleitorais e fiscais. Ele afirmou que dois vetores de sustentação da moeda brasileira seguem presentes: a melhora da balança comercial com preços elevados do petróleo e a atratividade do carry trade com cortes moderados da taxa Selic.
Para o agronegócio, a oscilação do câmbio segue como variável central. O dólar influencia a receita de exportadores de soja, milho, café, carnes e açúcar, ao mesmo tempo em que altera o custo de fertilizantes, defensivos e outros insumos importados. Em momentos de valorização da moeda americana, a competitividade externa tende a ganhar suporte, mas o custo operacional pode subir em parte das cadeias.
O comportamento do câmbio nas próximas sessões deve continuar condicionado à política monetária dos Estados Unidos, ao fluxo para mercados emergentes e ao noticiário geopolítico. Sem mudança relevante nesses fatores, não há base técnica suficiente para projetar uma tendência mais definida para o real no curto prazo.
Fonte: Estadão Conteúdo
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