USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ -- USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ --
Navegando:
Empregadores defendem negociação coletiva para jornada de 36 horas

Empregadores defendem negociação coletiva para jornada de 36 horas


Representantes de setores produtivos defenderam nesta segunda-feira (18), em audiência pública na Câmara dos Deputados, que uma eventual redução da jornada semanal de 44 para 36 horas seja tratada por negociação coletiva, e não por alteração direta na Constituição. O tema está em análise em uma comissão especial que discute duas propostas de emenda à Constituição (PECs) sobre carga horária e o fim da escala 6×1. O relatório inicial será apresentado nesta quarta-feira (20).

A discussão envolve a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que prevê redução gradual da jornada para 36 horas ao longo de dez anos, e a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que propõe semana de quatro dias com limite de 36 horas e transição de um ano.

Na audiência, o diretor da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Alexandre Furlan, afirmou que uma redução sem corte salarial elevaria custos de produção. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo também defendeu flexibilidade, argumentando que segmentos de funcionamento contínuo já operam com escalas ajustadas por acordos coletivos.

Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural

Pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Mello afirmou que as propostas em discussão não consideram as particularidades do campo. Segundo ele, atividades ligadas a seres vivos exigem continuidade operacional e não podem ser interrompidas por imposição uniforme de jornada. A manifestação indica possível impacto sobre organização do trabalho rural, especialmente em sistemas que dependem de manejo diário, mas a audiência não apresentou estimativas numéricas específicas para a agropecuária.

O presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Costa, disse que o setor teria de contratar mais de 250 mil profissionais em um cenário de pleno emprego. Na saúde, a Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde) sugeriu transição gradual e ajustes para escalas de 12 por 36 horas. Já representantes do ensino privado citaram risco de dificuldade para cumprir os 200 dias letivos exigidos por lei.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou na semana passada um acordo com o governo para reduzir a jornada para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução salarial. Segundo a Câmara, situações específicas deverão ser tratadas por projeto de lei e por convenções coletivas.

Para o setor agropecuário, o ponto central do debate é a adaptação de uma regra geral a atividades com exigência contínua de mão de obra. A definição do texto da comissão e das eventuais exceções ou transições será determinante para medir efeitos práticos sobre custos, escalas e operação no campo. Até o momento, esses impactos ainda dependem da redação final em discussão no Congresso.

Fonte: camara.leg.br

O post Empregadores defendem negociação coletiva para jornada de 36 horas apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

Assine nossa Newsletter

Sinta-se no campo com as notícias mais atualizadas sobre o universo do agronegócio.

Sem spam, você pode cancelar a qualquer momento.


Notícias Relacionadas

Nova metodologia identifica carnes de diferentes espécies em apenas 20 minutos

Foto: Pixabay/montagem Uma metodologia inédita desenvolvida por pesquisadores da Embrapa Gado de Corte, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) promete tornar mais rápida, precisa e econômica a identificação de carnes de diferentes espécies. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! A técnica utiliza a espectrometria de massas MALDI-TOF e consegue concluir a análise em cerca de 20 minutos, abrindo novas possibilidades para o controle de qualidade, fiscalização sanitária, certificação de produtos e combate a fraudes no mercado de carnes. Além de diferenciar carnes bovinas,

Arroba do boi gordo: confira como as cotações iniciaram a semana

Foto: Fabiano Marques/Embrapa O mercado físico do boi gordo segue marcado por tentativas de compra em patamares mais baixos em grande parte do país. “No entanto, desde a semana passada o ambiente de negócios permanece bastante truncado, com reduzida fluidez nas negociações”, aponta o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias. De acordo com ele, mesmo diante da diminuição do ritmo de processamento, estratégia adotada pela indústria frigorífica para adequar a produção a uma nova realidade de demanda após o esgotamento precoce das cotas de exportação de carne bovina para a China, os frigoríficos continuam encontrando dificuldades para alongar suas escalas de abate.

Política para sistemas agroflorestais avança em comissão da Câmara

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 6011/25, que cria a Política Nacional de Estímulo à Implantação de Sistemas Agroflorestais (PNA-SAF). A proposta reúne medidas para incentivar sistemas que integrem produção agropecuária e preservação florestal, com foco na recuperação de áreas degradadas e no aumento da renda no campo. Pelo texto, a PNA-SAF funcionará como marco legal para organizar ações públicas voltadas aos sistemas agroflorestais. O relator, deputado Roberto Duarte (Republicanos-AC), afirmou em parecer que esses sistemas já são prática comum na Amazônia, na Mata Atlântica e no Cerrado, e que a proposta cria

Fim da escala 6×1 entra em debate no Senado com participação da CNA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na quarta-feira (1º), de uma sessão de debates temáticos no Plenário do Senado Federal sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que propõe o fim da escala de trabalho 6×1. A discussão reuniu representantes do setor produtivo, especialistas e parlamentares para tratar dos impactos sociais, econômicos e produtivos da redução da jornada. A sessão foi conduzida pelo senador Laércio Oliveira (PP-SE). Durante o encontro, ele afirmou que o debate foi instituído pelo Senado para ouvir diferentes posições sobre o tema. “Esta é uma sessão de debates instituída pelo Senado para ouvir a opinião

Exportações de carne bovina somam 1,7 milhão de toneladas no semestre

As exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,705 milhão de toneladas no primeiro semestre de 2026, alta de 15,5% na comparação com igual período de 2025. A receita somou US$ 9,85 bilhões, crescimento de 36,2%. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC). A média mensal de embarques entre janeiro e junho ficou em aproximadamente 284 mil toneladas. Segundo os dados compilados pela ABIEC, o resultado consolidou o melhor primeiro semestre da série histórica das exportações brasileiras de carne bovina, tanto em volume quanto em valor. No acumulado do semestre, a China liderou as

IBGE publica agenda da semana com reuniões do 12º Censo Agropecuário

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta segunda-feira (6), às 9h, a Agenda IBGE com a programação prevista para o período de 6 a 10 de julho. Entre os compromissos da semana estão reuniões da Presidência e da Diretoria de Pesquisas (DPE) relacionadas ao cronograma e ao alinhamento técnico do 12º Censo Agropecuário. De acordo com o IBGE, a agenda reúne reuniões internas e externas, eventos e compromissos de diversas áreas do instituto, incluindo Presidência, diretorias, assessorais, superintendências estaduais e a Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE). Na agenda da Presidência, a programação prevê na terça-feira (7), às 16h, reunião ordinária de

Mercado do boi gordo recua em junho com ajuste da demanda e menor ritmo dos frigoríficos

Foto: Lorran Lima/Idaf O mercado físico do boi gordo encerrou junho em forte movimento de correção, com queda nas cotações da arroba em praticamente todas as principais regiões produtoras do Brasil. Segundo a Safras & Mercado, o cenário foi influenciado pelo ajuste da indústria frigorífica diante da redução temporária das compras chinesas, principal destino da carne bovina brasileira. De acordo com o analista Fernando Iglesias, os frigoríficos reduziram a capacidade de abate e passaram a anunciar férias coletivas em diversas unidades para adequar a produção ao menor ritmo das exportações previsto para o terceiro trimestre. O primeiro semestre também foi marcado por intensa volatilidade no

Dor e inflamação podem reduzir o desempenho de bovinos de corte; entenda

Foto: Divulgação. Um dos principais desafios enfrentados pela pecuária de corte é o impacto da dor e das inflamações no desempenho do rebanho. Em entrevista ao Giro do Boi, o médico veterinário Mateus Souza, coordenador técnico da Boehringer Ingelheim, destacou que esses problemas não são apenas questões humanitárias, mas também representam um custo significativo para os produtores. Souza afirmou que a dor e a inflamação reduzem drasticamente o Ganho Médio Diário (GMD) dos bovinos. “Quando o animal sente dor, ele come menos, bebe menos água e se movimenta menos até o cocho”, declarou. Essa situação leva o organismo do bovino a desviar recursos que deveriam

Às vésperas do esgotamento da cota chinesa, exportações de carnes brasileiras têm melhor junho da história

Mapa As exportações brasileiras de carne bovina in natura alcançaram um novo recorde em junho, mês que ficou marcado no setor pela proximidade do esgotamento da cota de exportação para China. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o país embarcou 279,678 mil toneladas do produto nos 21 dias úteis do mês, o maior volume já registrado para um mês de junho. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! A média diária de embarques ficou em 13,318 mil toneladas, reforçando o ritmo acelerado das vendas externas. O desempenho

Cota de exportação de carne bovina para a China atinge os 100%, aponta levantamento

Foto: Ministério da Agricultura A cota de importação de carne bovina brasileira com tarifa reduzida para a China foi integralmente utilizada. A avaliação é da consultoria Safras & Mercado, que acompanha mensalmente a evolução dos embarques com base nos dados oficiais da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Segundo o analista Fernando Iglesias, os embarques realizados em junho levaram a utilização da cota ao equivalente a 100% do volume disponível para 2026. Em junho, o Brasil exportou 158,3 mil toneladas de carne bovina para a China, o maior volume mensal embarcado ao país em 2026. Somadas às exportações realizadas entre janeiro e maio, as vendas atingiram