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Encontro no RS debate transição produtiva para culturas e pecuária

Encontro no RS debate transição produtiva para culturas e pecuária


O 1º Encontro Técnico de Rotas de Transição Produtiva no Rio Grande do Sul começou nesta quarta-feira (17), em Porto Alegre, com programação até quarta-feira (18). Segundo o material divulgado, o objetivo é debater políticas públicas e investimentos para cadeias como soja, milho, trigo, arroz, uva, pecuária de corte e de leite, com foco no planejamento territorial e econômico do estado.

A abertura contou com participação da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). No evento, o secretário da pasta, Márcio Madalena, apresentou um painel sobre desafios enfrentados pelos produtores gaúchos e estratégias integradas de adaptação produtiva. Entre os pontos citados, ele mencionou a renegociação de dívidas e a necessidade de formular políticas públicas compatíveis com o potencial agropecuário do estado.

De acordo com a programação informada, o encontro reúne pesquisadores, gestores públicos e instituições para discutir três dimensões do projeto: climática, com ênfase em risco e aptidão; produtiva, voltada a soluções técnicas; e econômica, com foco na viabilidade dos negócios. O material também cita dois temas transversais, relacionados ao perfil do produtor e a aspectos sociodemográficos.

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Ao apresentar o Plano ABC+ RS, o coordenador do plano na Seapi, Jackson Brilhante, tratou dos efeitos das mudanças climáticas sobre a produção agropecuária gaúcha. Segundo ele, municípios produtores como Cruz Alta, Santo Ângelo, Três Passos, Santa Rosa, Passo Fundo, Santa Maria, Pelotas, Vacaria e Erechim registram aumento de temperatura, aridez do solo e medições de chuva abaixo e acima da média.

Brilhante afirmou ainda, com base na Radiografia Agropecuária da Seapi (2025), que a expansão dos sistemas de irrigação no estado avança entre 20 mil e 30 mil hectares por ano. O plano citado pela secretaria tem meta até 2030 e inclui tecnologias como recuperação de pastagens degradadas, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, plantio direto, fixação biológica de nitrogênio e bioinsumos.

Segundo o auditor-fiscal da Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul (Sefaz/RS), Jorge Tonetto, o mapa de perdas totais registrou, entre 2004 e 2024, aproximadamente 39% de impactos causados por desastres naturais no estado, com base no Atlas Digital.

A iniciativa é conduzida por Seapi, Sefaz/RS, Instituto Clima e Sociedade e Instituto para Governança Territorial e Políticas Públicas, com apoio de entidades do comitê técnico estadual. Após os encontros desta terça-feira (17) e quarta-feira (18), estão previstas novas reuniões para os dias 10 e 27 de agosto. O material divulgado não informa valores de investimentos nem detalha quais medidas serão efetivamente implementadas para os produtores.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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