USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ -- USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ --
Navegando:
Exportações de soja avançam e tendência de recorde se confirma

Exportações de soja avançam e tendência de recorde se confirma


O complexo soja foi o destaque do programa AgroExport desta terça-feira (10). Os dados mais recentes mostram que as exportações brasileiras do grão, do farelo e do óleo de soja seguem em alta entre janeiro e maio, reforçando a tendência de novo recorde em 2025.

A força da agroindústria nacional se reflete na exportação de soja em grão e também na retomada das vendas externas de farelo e óleo, mostrando um novo ciclo agroindustrial puxado pela oleaginosa.

Soja em grão: ritmo acelerado

As exportações de soja em grão bateram novo recorde para o período de janeiro a maio: foram 51,5 milhões de toneladas embarcadas em 2025, superando as 50,2 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2024. O crescimento em relação a 2021 é ainda mais expressivo, um avanço de 11% em cinco anos, partindo de 46,5 milhões de toneladas.

O Brasil se consolida como líder global na exportação da soja em grão, impulsionado por uma colheita robusta e pela forte demanda externa.

Farelo de soja: Brasil desafia liderança argentina

Outro destaque é o farelo de soja. O país exportou 9,64 milhões de toneladas nos primeiros cinco meses de 2025, contra 9,37 milhões no mesmo período de 2024. Em um recorte de cinco anos, o volume embarcado cresceu 51% de janeiro a maio, sinal de avanço consistente.

O Brasil vem disputando espaço com a Argentina, tradicional líder global na exportação de farelo. Em 2022, os brasileiros superaram os argentinos, favorecidos por uma quebra climática na safra do país vizinho. A expectativa era que a Argentina retomasse sua posição, o que não aconteceu. Agora, com uma produção estável e crescente, o Brasil se posiciona como um fornecedor confiável e com capacidade industrial para esmagamento.

Essa força agroindustrial mostra que o país pode, de forma orgânica e consistente, tomar a dianteira no mercado internacional de farelo de soja.

Óleo de soja: retomada após recuo

As exportações de óleo de soja também apontam recuperação. Em 2025, o Brasil exportou 0,65 milhão de toneladas entre janeiro e maio. Embora não seja um recorde, representa um crescimento importante após a queda em 2024, influenciada pela guerra na Ucrânia.

O pico foi em 2022, com 2,6 milhões de toneladas exportadas. Ainda não se vislumbra a repetição desse desempenho, mas o crescimento atual é visto como uma retomada sustentável.

Complexo

Somando os embarques de soja em grão, farelo e óleo, o Brasil exportou 60,05 milhões de toneladas de janeiro a maio de 2025. O farelo lidera a puxada das exportações no ano, mas todos os segmentos contribuíram para o bom desempenho.

A meta é superar os recordes históricos. No grão, o recorde é de 101,8 milhões de toneladas exportadas em 2023, e a expectativa é alcançar 105 milhões em 2025. Para o farelo, o maior volume foi de 23,1 milhões de toneladas em 2024, e a projeção é atingir 25 milhões, consolidando o Brasil como novo líder global. Já no óleo, o objetivo é ultrapassar o resultado de 2021, quando foram embarcadas 1,65 milhão de toneladas.

Uma nova era para a agroindústria brasileira

Os dados reforçam que o Brasil vive um novo ciclo agroindustrial, ancorado na força da soja. Mais do que grãos, o país está exportando valor agregado, e isso se reflete na consolidação de sua presença global em todos os segmentos do complexo soja.



Source link

Assine nossa Newsletter

Sinta-se no campo com as notícias mais atualizadas sobre o universo do agronegócio.

Sem spam, você pode cancelar a qualquer momento.


Notícias Relacionadas

Copa do Mundo: conheça a SimBrasil, raça que leva o país no nome

Foto: Divulgação. Enquanto milhões de brasileiros vestem verde e amarelo e acompanham a Copa do Mundo em 2026, outro “Brasil” também chama atenção por carregar o nome do país. Trata-se do SimBrasil, raça bovina desenvolvida para atender às condições da pecuária nacional e que transformou o clima tropical em uma de suas principais vantagens competitivas. O nome não foi escolhido por acaso. Assim como a Seleção representa o país nos gramados, a raça nasceu da combinação entre genética europeia e zebuína para enfrentar os desafios da produção brasileira. “O SimBrasil carrega o Brasil no próprio nome porque foi desenvolvida utilizando aquilo que temos de melhor

Boi gordo mantém queda, mas com expectativa de alta no último trimestre; veja as cotações

Foto gerada por IA O mercado físico do boi gordo ainda conta com negociações abaixo da referência média em grande parte do país. O analista da consultoria Safras & Mercado ressalta que os frigoríficos seguem reorganizando a programação de acordo com a expectativa de esgotamento precoce das cotas brasileiras de exportação para a China. “Diante disso, surge a necessidade de reduzir os abates. Alguns frigoríficos apontam até mesmo para férias coletivas neste período de maior incerteza quanto ao fluxo de exportação.” Conforme antecipado, a salvaguarda chinesa vem provocando instabilidade e muita volatilidade no mercado pecuário brasileiro. Diante de preços pouco atrativos no mercado futuro, a

FenSeg pede reunião à Agricultura após novo corte no PSR

A Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) pediu ao Ministério da Agricultura e Pecuária uma reunião para discutir os impactos do novo corte no orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). O pedido foi feito após o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) formalizar, nesta semana, uma redução adicional de R$ 56,3 milhões. Na semana anterior, o orçamento do seguro rural já havia sido contingenciado em R$ 461,7 milhões. Em nota, a FenSeg afirmou que pretende apresentar ao ministério as preocupações do mercado com a previsibilidade da principal política pública de apoio à contratação de seguro rural no país. A entidade

Exportações de carne bovina devem perder fôlego no 3º trimestre, diz Rabobank

Foto: Pixabay Diante do esgotamento iminente da cota de exportação de carne bovina para a China, as atenções se voltam para os impactos no comércio e nos preços. Segundo a Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), o Brasil já ocupa 65,4% da cota anual estabelecida pelo país asiático, com 723,7 mil toneladas embarcadas entre janeiro e maio. A partir de julho, a tendência é que reste apenas um volume residual disponível para exportação à China. Conforme análise do Rabobank, isso deve provocar uma desaceleração dos embarques brasileiros no terceiro trimestre de 2026, reflexo da elevada concentração das vendas para o mercado chinês. Veja em

Exportações de carne bovina devem apresentar forte queda no 3º trimestre, diz Rabobank

Foto: Pixabay Diante do esgotamento iminente da cota de exportação de carne bovina para a China, as atenções se voltam para os impactos no comércio e nos preços. Segundo a Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), o Brasil já ocupa 65,4% da cota anual estabelecida pelo país asiático, com 723,7 mil toneladas embarcadas entre janeiro e maio. A partir de julho, a tendência é que reste apenas um volume residual disponível para exportação à China. Conforme análise do Rabobank, isso deve provocar uma forte desaceleração dos embarques brasileiros no terceiro trimestre de 2026, reflexo da elevada concentração das vendas para o mercado chinês. Veja

Rio Grande do Sul avança na rastreabilidade individual de bovinos

O Rio Grande do Sul está avançando na implementação da rastreabilidade individual de bovinos como parte da estratégia para fortalecer a competitividade da pecuária gaúcha. O tema foi apresentado nesta terça-feira (24), em Porto Alegre, pelo secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena, durante painel da XXI Jornada NESPro & II Congresso de Criadores. Na mesa-redonda “A rastreabilidade como indutora de oportunidades para a pecuária”, Madalena afirmou que consumidores e mercados internacionais exigem cada vez mais informações sobre a origem dos alimentos, além de garantias sanitárias e ambientais. Segundo ele, a rastreabilidade reúne esses elementos e representa um novo patamar na gestão

TCU retira de pauta denúncia sobre o RenovaBio

Os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) retiraram de pauta nesta quarta-feira (24) o processo de denúncia sobre eventuais irregularidades no desenho e na execução da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio). O caso tem como relator o ministro Jorge Oliveira e seria analisado na sessão da Corte realizada em Brasília. A denúncia em análise no TCU tem foco no mercado de créditos de descarbonização (CBIOs), um dos eixos do RenovaBio. A retirada do processo da pauta adia a deliberação do colegiado sobre o tema. A apuração está sob responsabilidade da Unidade de Auditoria Especializada em Petróleo, Gás Natural e Mineração (AudPetróleo), área técnica

Relatoria de projeto sobre dívidas rurais fica com Afonso Hamm na Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a manutenção do deputado federal Afonso Hamm (PP-RS) como relator do projeto de lei da renegociação das dívidas rurais (PL 5122/2023). A definição foi comunicada em reunião com a diretoria da bancada, na terça-feira (23), em Brasília. A data para apreciação do texto, porém, segue indefinida. Segundo relatos apresentados à bancada agropecuária, Motta argumentou que a manutenção do relator segue a praxe da Casa. Hamm já exercia a relatoria do projeto na Câmara antes do avanço da proposta ao Senado. A FPA havia pedido ao presidente da Câmara que

Brasil já ocupa 65,4% da cota anual de carne bovina exportada à China

As exportações brasileiras de carne bovina in natura para a China avançaram nos cinco primeiros meses de 2026 e já consumiram 65,4% da cota anual disponível ao país. Entre janeiro e maio, o Brasil embarcou 723.745 toneladas ao mercado chinês, segundo dados do Ministério do Comércio da China (MOFCOM) e da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC). O volume mantém o país na liderança entre os fornecedores da proteína ao destino asiático. A cota brasileira para 2026 é de 1,106 milhão de toneladas. O volume já embarcado ao longo dos cinco primeiros meses do ano representa mais da metade desse limite e corresponde a

Crédito fundiário ganha critérios para individualização de dívidas

O Governo do Brasil definiu critérios para a individualização de dívidas do crédito fundiário. A regulamentação foi apresentada como uma forma de avançar na regularização de famílias que tiveram processos travados pela inadimplência de terceiros em contratos coletivos. Com a medida, agricultores e agricultoras com contratos adimplentes poderão concluir seus processos. Entre as ações regulamentadas pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional do Ministério da Fazenda estão a individualização física dos lotes, o desmembramento em cartório, a migração da hipoteca, o reconhecimento da fração da dívida, o cancelamento da dívida coletiva, a criação de inscrições individuais e a definição de valores proporcionais. Segundo o Ministério do Desenvolvimento