O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (22) que a situação fiscal brasileira tem contribuído para reduzir os efeitos do conflito no Oriente Médio sobre a economia do país. A declaração foi dada durante a apresentação do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 2º bimestre de 2026, ao lado do ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. Segundo Durigan, o foco do governo está na adoção de medidas para mitigar reflexos externos sobre preços e atividade econômica.
Durante a coletiva, Durigan disse que o governo tem buscado usar excedentes de arrecadação para enfrentar efeitos indiretos da guerra. Ele citou que, em outros países, o debate envolve racionamento de combustível e controle de preços, enquanto, no Brasil, a estratégia tem sido combinar medidas operacionais e responsabilidade fiscal.
O ministro também informou que o leilão de petróleo em áreas adjacentes a campos já em produção no pré-sal foi adiado para outro momento. De acordo com ele, a decisão levou em conta a necessidade de concentrar equipes técnicas em ações relacionadas ao acompanhamento do conflito e de seus efeitos econômicos, com participação de órgãos como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
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Outro ponto citado foi a oscilação dos preços internacionais do petróleo, que, segundo Durigan, reduz a previsibilidade necessária para a realização do leilão neste momento. O ministro afirmou que a intenção é retomar o processo quando houver melhores condições de planejamento e disponibilidade operacional.
As declarações ocorreram em um ambiente de maior atenção dos mercados ao impacto do conflito sobre energia, inflação e atividade global. Para o agronegócio, a evolução dos combustíveis e do quadro macroeconômico é um fator relevante porque interfere no custo do frete, da armazenagem, da distribuição e de insumos ligados à produção. O relatório apresentado, porém, não teve seus números detalhados no conteúdo fornecido, o que limita uma avaliação mais precisa dos efeitos fiscais imediatos sobre o setor.
No curto prazo, o foco do governo permanece na administração dos reflexos externos sobre preços e operação do setor energético. Sem o detalhamento completo das medidas e dos números fiscais atualizados no material disponível, não é possível dimensionar com precisão o alcance econômico dessas ações para as cadeias produtivas.
Fonte: gov.br
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