O programa Giro do Boi desta semana abordou as qualidades econômicas e a história da raça zebuína mais antiga do mundo: o Guzerá. Em entrevista, Eros Gazzinelli Metzker, proprietário da Gembra Agropecuária e vice-presidente da Associação dos Criadores de Guzerá e Guzolando do Brasil, destacou que a raça se firmou como um verdadeiro “porto seguro” para a pecuária moderna.
A pureza racial do gado indiano garante uma heterose máxima no cruzamento industrial, permitindo que o Guzerá reforce sua reconhecida dupla aptidão ao avançar em cruzamentos com outros zebuínos, como o Nelore, e com taurinos, como o Angus e o Holandês. A eficiência biológica da raça se destaca como sua principal força econômica. Por ter evoluído em ambientes com recursos limitados, o Guzerá apresenta um metabolismo eficiente, resultando em bons índices de carne e leite, com baixo investimento em alimentação.
Confira:
Resultados de cruzamentos

O cruzamento com o Nelore, denominado Guzonel, supera os índices produtivos de ambas as raças puras em ganho de peso. Eros Metzker mencionou abates técnicos em que animais Guzonel alcançaram até 21 arrobas com apenas 16 meses de vida. Ele desafiou os produtores a utilizarem touros Angus sobre matrizes F1 Guzonel, afirmando que o Tricross resultante proporciona mais peso e adaptabilidade do que a tradicional F1 Nelore/Angus.
Além disso, linhagens selecionadas podem ultrapassar cinco mil quilos de leite por lactação. O cruzamento do Guzerá com a raça Holandesa, formando o Guzolando, resolve o problema do descarte de machos na atividade leiteira. Os bezerros nascem pesados e musculosos, com alto valor de venda, enquanto as fêmeas apresentam alta persistência de lactação.
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Desmistificando preconceitos

Eros Metzker também abordou o preconceito em relação aos chifres em formato de lira da raça, que podem gerar receio na lida de curral. “Ninguém conseguiria ordenhar uma vaca manualmente se o animal fosse bravo”, disse ele, ressaltando a docilidade do gado e sua capacidade de responder a manejos racionais e ao bem-estar animal.
Para facilitar a rotina dos criadores, foi introduzido o Guzerá Descornado (Mocho), que permite o tráfego em cochos e bretes sem comprometer o rendimento da carcaça e a conversão alimentar. Eros também desafiou a ideia de que a raça é restrita a determinadas regiões, mostrando que o Guzerá se adapta a ambientes hostis, como demonstrado em criatórios bem-sucedidos no Canadá, estados Unidos e extremo sul do Brasil.
Investindo em tempos de crise
Em um cenário econômico atual marcado por margens apertadas e altos custos, Eros Metzker afirmou que a eficiência biológica é a única garantia de lucro. “Momentos de crise são os melhores momentos para investir no Guzerá, porque ele é o porto seguro da adaptabilidade, rusticidade e produtividade”, declarou.
Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.
Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.
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