A taxa de desocupação no Brasil chegou a 6,1% no primeiro trimestre de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (14). Em relação ao quarto trimestre de 2025, houve aumento do indicador em 15 estados, enquanto 12 permaneceram estatisticamente estáveis.
As maiores taxas de desocupação foram registradas no Amapá (10,0%), Alagoas (9,2%), Bahia (9,2%), Pernambuco (9,2%) e Piauí (8,9%). No outro extremo, os menores percentuais ficaram em Santa Catarina (2,7%), Mato Grosso (3,1%), Espírito Santo (3,2%), Paraná (3,5%) e Rondônia (3,7%).
Entre as maiores altas trimestrais, o Ceará avançou 2,3 pontos percentuais, seguido por Acre (1,8 p.p.), Tocantins (1,6 p.p.) e Mato Grosso do Sul (1,4 p.p.). Segundo William Kratochwill, analista da pesquisa no IBGE, esse movimento costuma ocorrer no início do ano com o encerramento de postos temporários, principalmente no comércio e em contratos ligados às áreas de educação e saúde no setor público municipal.
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Além da desocupação, a PNAD Contínua mostrou taxa composta de subutilização de 14,3% no país. O Piauí teve o maior nível, com 30,4%, seguido por Bahia (26,3%) e Alagoas (26,1%). A taxa de informalidade nacional ficou em 37,3%, com maior presença no Maranhão (57,6%), Pará (56,5%) e Amazonas (53,2%).
O levantamento também apontou diferenças estruturais no mercado de trabalho. A taxa de desocupação foi de 5,1% entre os homens e 7,3% entre as mulheres. Por cor ou raça, ficou em 4,9% para brancos, 7,6% para pretos e 6,8% para pardos. Entre pessoas com ensino médio incompleto, o índice alcançou 10,8%.
No rendimento, o valor médio real de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.722, acima dos R$ 3.662 do trimestre anterior e dos R$ 3.527 registrados um ano antes.
Os dados indicam que a piora trimestral da desocupação ocorreu em um contexto sazonal, mas com diferenças relevantes entre estados e perfis da população. A próxima divulgação da PNAD Contínua, referente ao trimestre encerrado em junho, está prevista pelo IBGE para quinta-feira (14 de agosto).
Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br
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