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Juros futuros caem com alívio externo e recuo do dólar

Juros futuros caem com alívio externo e recuo do dólar


Os juros futuros fecharam em queda na sessão desta segunda-feira, conforme o material de referência, acompanhando a melhora do ambiente externo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicar avanço nas negociações com o Irã. O movimento ganhou força no fim do pregão, em linha com o recuo do dólar e a perda de fôlego dos rendimentos dos Treasuries e do petróleo. Apesar do alívio, a curva a termo permaneceu ao redor de 14% nos principais vencimentos.

No fechamento, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 recuou de 14,227% no ajuste anterior para 14,135%. O contrato para janeiro de 2029 caiu de 14,16% para 13,995%, enquanto o DI para janeiro de 2031 passou de 14,251% para 14,125%. No câmbio, o dólar cedeu 1,37%, a R$ 4,99, reforçando o movimento de alívio nos ativos domésticos.

Segundo o material enviado, parte da baixa refletiu correção técnica após a abertura de prêmios de risco observada na semana passada, quando taxas intermediárias e longas subiram quase 70 pontos-base. Marianna Costa, economista-chefe da Mirae Asset, afirmou que o pregão foi marcado por uma devolução de parte da alta anterior, em meio à reprecificação do cenário eleitoral de 2026.

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No exterior, a percepção de menor risco geopolítico ganhou espaço após Trump afirmar que suspendeu um ataque ao Irã e que há negociações em andamento. Ainda assim, o cenário permaneceu volátil, com continuidade do bloqueio no estreito de Ormuz, ponto sensível para o fluxo global de petróleo.

No Brasil, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) recuou 0,67% entre fevereiro e março, na série dessazonalizada, ante expectativa de queda de 0,3%. No trimestre, porém, houve alta de 1,3%. Matheus Pizzani, economista do PicPay, avaliou que parte desse desempenho foi favorecida pelo setor agropecuário e pelo consumo das famílias.

Para o setor rural, o recuo das taxas melhora o ambiente financeiro no curto prazo, mas o nível ainda elevado da curva e a revisão da mediana da Selic de 13% para 13,25% no boletim Focus mantêm cautela sobre o custo do crédito e das operações de investimento.

O mercado segue condicionado à evolução do conflito no Oriente Médio, ao câmbio e às expectativas para a política monetária. Sem redução mais consistente dos prêmios ao longo da curva, o alívio observado no pregão ainda não configura mudança estrutural no custo financeiro para cadeias produtivas dependentes de crédito.

Fonte: Estadão Conteúdo

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