Os juros futuros aprofundaram a queda nesta segunda-feira (18), perto do fim da primeira hora de negócios, em um ambiente de alívio externo. O movimento foi acompanhado pelo recuo de mais de 1% do petróleo, pela baixa próxima de 1% do dólar ante o real e pela queda dos retornos dos Treasuries dos Estados Unidos. O mercado reagiu, entre outros fatores, à suspensão de sanções petrolíferas ao Irã pelos norte-americanos.
No início da manhã, os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) passaram a registrar perdas em toda a curva, inclusive nos vencimentos curtos, que haviam começado a sessão mais próximos da estabilidade. Às 9h54, o DI para janeiro de 2027 caiu a 14,180%, ante 14,227% no ajuste anterior.
Nos vencimentos mais longos, o DI para janeiro de 2029 recuava para 14,035%, de 14,160%, enquanto o contrato para janeiro de 2031 cedia para 14,130%, frente a 14,251% no ajuste de sexta-feira.
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O movimento ocorreu em um cenário de menor aversão ao risco no exterior. Além da notícia sobre a suspensão de sanções petrolíferas ao Irã, informações divulgadas pela Al Arabiya indicaram que Teerã busca uma trégua longa em múltiplas fases no conflito com os Estados Unidos e defende uma abertura gradual e segura do Estreito de Ormuz. O documento também aponta concordância com um “congelamento nuclear prolongado”, em vez de “desmantelamento completo”.
A combinação entre queda do petróleo, baixa do dólar e alívio nos rendimentos dos títulos americanos reduziu a pressão sobre os ativos locais. Para o agronegócio, esse tipo de movimento é acompanhado de perto porque juros, câmbio e energia influenciam o custo de crédito, de insumos e de logística. Nesta atualização, porém, não há dados específicos sobre reflexos imediatos em linhas de financiamento rural, preços agropecuários ou custos operacionais do setor.
O comportamento da curva de juros ao longo do dia dependerá da manutenção do ambiente externo mais favorável e da evolução das informações geopolíticas envolvendo Irã, Estados Unidos e o mercado de petróleo. Até o momento, os dados disponíveis indicam alívio financeiro de curto prazo, sem detalhamento setorial específico para o agro.
Fonte: Estadão Conteúdo
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