O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) se reuniu, nesta terça-feira (26), em Brasília (DF), com representantes da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra) para discutir o cenário do setor, avanços regulatórios e abertura de novos mercados. Segundo a entidade, a atividade já exportou mais de 926,5 mil toneladas em 2025, a partir de uma produção superior a 6,17 milhões de toneladas.
A reciclagem animal reúne o processamento de resíduos de estabelecimentos de abate e do varejo que não são destinados ao consumo humano, como ossos, penas, vísceras, escamas e gordura. Esses materiais são convertidos em produtos como farinha de carne e osso, farinha de sangue, proteína hidrolisada de frango, palatabilizantes, sebo bovino e óleo de peixe.
Esses insumos abastecem cadeias como biodiesel, nutrição animal, indústria química e fertilizantes, o que amplia a conexão do segmento com a pecuária e com a agroindústria. De acordo com as informações apresentadas na reunião, o setor responde por 15% da pauta exportadora do segmento e o Brasil recicla anualmente 100% dos resíduos derivados de estabelecimentos de abate e do varejo.
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Durante o encontro, a Abra levou ao ministério demandas regulatórias e pedidos ligados à abertura de mercados, com foco especial no continente asiático. O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart, afirmou que a habilitação sanitária das empresas é um ponto central para consolidar o acesso a compradores internacionais. Já o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, destacou a presença do tema nas negociações externas conduzidas pela pasta.
Segundo a Abra, a associação reúne 264 indústrias, 71 grupos associados e 92% das graxarias existentes no país. A entidade também informa que a cadeia gera mais de 57 mil empregos. Os dados reforçam o peso industrial do segmento dentro da destinação de resíduos da pecuária e da agregação de valor a subprodutos do abate.
O avanço do setor dependerá, segundo as informações apresentadas na reunião, da continuidade dos ajustes regulatórios e da ampliação de habilitações sanitárias para exportação. Não foram informados prazos para eventuais novas medidas ou para a abertura de mercados específicos.
Fonte: gov.br
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