O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou, nesta quarta-feira (13), que o governo brasileiro continuará negociando com a União Europeia (UE) sobre os critérios sanitários aplicados à carne bovina do Brasil. Em entrevista à CNN Brasil, o chanceler disse que o aviso europeu de possível restrição a partir de setembro não é novo e não tem relação, segundo ele, com o acordo firmado neste mês entre Mercosul e o bloco europeu.
Segundo Vieira, a discussão envolve uma instância técnica da UE que analisa o uso de medicamentos na produção de proteínas animais. De acordo com o ministro, esse tipo de verificação faz parte da rotina de países importadores e ocorre de forma contínua com mercados de alta exigência sanitária.
“O diálogo com as autoridades locais é constante porque a vigilância sanitária em cada país, como também é no Brasil, sempre evolui e pede informações adicionais”, afirmou o chanceler. Ele acrescentou que uma eventual medida não teria aplicação automática e que, até setembro, haveria espaço para troca de informações entre as equipes técnicas.
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Vieira também declarou que o governo pretende demonstrar conformidade com as regras internacionais. Segundo ele, o Brasil utiliza apenas medicamentos aprovados mundialmente e segue critérios aceitos no comércio internacional. Ao tratar da qualidade do produto brasileiro, disse que a carne nacional é “inatacável”.
Na avaliação do ministro, o fato de o Brasil exportar proteína animal para mercados como União Europeia, Estados Unidos e países da Ásia reforça o nível de exigência já atendido pelo setor. Esse argumento foi usado para afastar a interpretação de que o tema sanitário esteja ligado diretamente ao avanço recente do acordo entre Mercosul e UE.
Não foram detalhados, na entrevista, quais medicamentos estão sob questionamento, nem os volumes potencialmente afetados pela eventual restrição. Também não foram apresentados prazos adicionais além da referência a setembro.
O próximo passo, segundo o Itamaraty, é a continuidade das tratativas técnicas com as autoridades europeias. O desdobramento dependerá da análise documental e sanitária que será feita até a data mencionada pela UE.
Fonte: Estadão Conteúdo
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