USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ -- USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ --
Navegando:
MRV&CO registra prejuízo líquido de R$ 77,6 milhões no 1º trimestre de 2026

MRV&CO registra prejuízo líquido de R$ 77,6 milhões no 1º trimestre de 2026


A MRV&CO informou, em balanço divulgado neste domingo (11), prejuízo líquido consolidado de R$ 77,6 milhões no primeiro trimestre de 2026. O resultado representa redução de 78% ante o mesmo período de 2025. No critério ajustado, que desconsidera instrumentos financeiros sem efeito direto no caixa, a perda foi de R$ 14,4 milhões, recuo de 94,5% na mesma base de comparação.

A receita líquida consolidada da companhia somou R$ 2,776 bilhões entre janeiro e março, alta de 21,6% na comparação anual. As despesas operacionais chegaram a R$ 444,5 milhões, avanço de 6,5%. Já o resultado financeiro permaneceu negativo em R$ 238 milhões, embora com recuo de 7,9% frente ao primeiro trimestre de 2025.

Outro componente de pressão veio da linha de imposto de renda e contribuição social (IR/CSLL), que totalizou R$ 63,3 milhões, alta de 67,5% no período.

Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!

Segundo a companhia, a redução do prejuízo consolidado foi puxada pela MRV, principal unidade de incorporação imobiliária com foco no programa Minha Casa Minha Vida. A divisão teve lucro ajustado de R$ 132,8 milhões, valor 7,4 vezes superior ao registrado um ano antes. A receita líquida da operação atingiu R$ 2,56 bilhões, com crescimento de 17,6%.

A empresa atribuiu esse desempenho ao aumento dos lançamentos e das vendas, com diluição de custos e melhora de margens. O preço médio dos imóveis vendidos subiu 4,4%, para R$ 270 mil. A margem bruta da MRV ficou em 31%, avanço de 3,7 pontos porcentuais na comparação anual.

Nas demais operações, o resultado seguiu negativo. A Resia, subsidiária nos Estados Unidos, teve prejuízo de R$ 119,7 milhões, 57% menor que no mesmo trimestre de 2025. A companhia informou que mantém o plano de venda de US$ 800 milhões em terrenos e empreendimentos prontos, dos quais US$ 241 milhões já foram alienados. Luggo e Urba registraram perdas de R$ 14 milhões e R$ 13,4 milhões, respectivamente.

Nas operações brasileiras, a dívida líquida ficou em R$ 2,49 bilhões, queda de 2,2% ante o quarto trimestre de 2025, com alavancagem de 41,2%, abaixo dos 41,8% anteriores. Na Resia, a dívida líquida recuou 2,7%, para US$ 676 milhões, mas a subsidiária encerrou o trimestre com patrimônio líquido negativo de US$ 32 milhões. Os próximos resultados do grupo tendem a seguir condicionados ao desempenho da MRV no Brasil e ao processo de desmobilização de ativos da operação norte-americana.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post MRV&CO registra prejuízo líquido de R$ 77,6 milhões no 1º trimestre de 2026 apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

Assine nossa Newsletter

Sinta-se no campo com as notícias mais atualizadas sobre o universo do agronegócio.

Sem spam, você pode cancelar a qualquer momento.


Notícias Relacionadas

Pecuária de corte: planejamento nutricional é essencial para sucesso, aponta especialista

Foto: Divulgação. O sucesso reprodutivo da pecuária de corte brasileira depende de um planejamento prévio rigoroso, focado no ajuste nutricional das fêmeas e na mitigação dos impactos climáticos. Em entrevista ao Giro do Boi, o médico-veterinário e diretor da Cria Fértil, Ricardo Passos, afirmou que o prolongamento da estiagem e os episódios de calor extremo exigem intervenções imediatas no manejo dos lotes. A falta de massa verde aliada às temperaturas elevadas reduz a taxa de concepção e compromete a lucratividade das fazendas de cria. Para garantir que o rebanho atinja o Escore de Condição Corporal (ECC) ideal antes do início do protocolo de Inseminação Artificial

Protocolo sanitário pode reduzir em R$ 100 o custo por animal confinado

Foto: Divulgação. A avaliação detalhada das ferramentas de saúde animal utilizadas na engorda intensiva é um fator determinante para proteger a margem financeira do pecuarista e maximizar o desempenho no cocho. Durante mais uma edição do quadro “Dicas do Scoton”, no Giro do Boi, o zootecnista e consultor Maurício Scoton apresentou os resultados de um levantamento prático realizado em confinamentos, que comprovaram que a escolha e o ajuste correto do protocolo sanitário geram uma economia superior a R$ 100 por cabeça ao final do ciclo de terminação. De acordo com Scoton, muitos confinadores negligenciam a auditoria dos produtos e das estratégias sanitárias aplicadas na recepção

Boi gordo tem negociações acima da referência no Norte e abaixo no Centro-Sul; veja cotações

Foto: Gilson Abreu/AEN O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com predominante acomodação nos preços. O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Iglesias ressalta que diante do atual posicionamento das escalas de abate, o cenário tem se mostrado mais complicado na Região Norte, que ainda apresenta muitas negociações acima da referência média. “No Centro-Sul o mercado está mais acomodado, com manutenção do padrão de negócios. É válido mencionar que os frigoríficos de maior porte já contam com maior incidência de animais de parceria. Além disso, as férias coletivas possibilitaram a reorganização das escalas de abate de outras unidades próximas”, contextualiza. O

Câmara aprova texto-base de PLP dos combustíveis com medidas para etanol, fertilizantes e agro

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (12) o texto-base do projeto de lei complementar que reduz a tributação sobre os combustíveis, amplia benefícios a diferentes setores e estabelece uma trava para o aumento de despesas da União. Os deputados ainda analisam emendas de plenário e, depois, um destaque apresentado pelo Partido Novo. O PLP 114/2026 foi apresentado com o objetivo de reduzir os efeitos do choque no mercado internacional de energia. Na versão original, a proposta previa que, em 2026, a redução da tributação sobre combustíveis poderia ser compensada pelo aumento extraordinário de receita da União com a alta do petróleo. Após acordo entre

Lula assina decretos sobre mercado livre, hidrogênio e combustível sustentável de aviação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira (12) quatro decretos para o setor de energia. As medidas regulamentam a abertura do mercado livre de energia elétrica para consumidores de baixa tensão, o marco legal do hidrogênio de baixa emissão de carbono, as atividades de captura e armazenamento geológico de carbono e o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV). No caso da energia elétrica, o decreto estabelece a abertura do mercado livre para consumidores residenciais e pequenas indústrias. Segundo o cronograma, a migração ao Ambiente de Contratação Livre (ACL) será aberta até novembro de 2027 para consumidores das classes industrial e

Demanda por genética da raça charolês cresce no Brasil e venda de sêmen deve dobrar em 2026

A demanda pela genética da raça charolês tem demonstrado um crescimento significativo no Brasil. Em maio de 2026, as vendas de sêmen alcançaram 50% do volume comercializado em todo o ano anterior. Segundo a Associação Brasileira de Criadores de Charolês, a projeção é de que o volume anual de 2026 se aproxime do dobro do registrado em 2025. A genética charolês é amplamente utilizada em cruzamentos com raças taurinas e zebuínas, contribuindo para um aumento de 2 a 3% no rendimento de carcaça dos animais cruzados. Há registros de animais abatidos com sessenta a setenta quilos a mais em comparação com os utilizados como referência

STF valida leis estaduais sobre moratória da soja e extingue ações contra o acordo

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por maioria, validar leis estaduais que proíbem a concessão de benefícios fiscais a tradings signatárias da moratória da soja. A Corte também declarou a constitucionalidade do acordo, que impede a compra de soja cultivada em áreas desmatadas na Amazônia após julho de 2008, e determinou a extinção de ações judiciais e administrativas que questionavam sua legalidade. O julgamento reuniu duas ações sobre leis estaduais de Mato Grosso e Rondônia. Os processos foram movidos, respectivamente, pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e pelo PSOL. Prevaleceu o voto do relator do caso de Mato Grosso, ministro Flávio Dino.

Comissão mista é instalada para analisar MP do endividamento rural

O Congresso Nacional instalou nesta quarta-feira (12) a Comissão Mista da Medida Provisória (MP) 1.376/2026, que estabelece regras para a renegociação de dívidas rurais. O senador Renan Calheiros (MDB-AL) foi eleito presidente do colegiado e designou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) para a relatoria. A instalação ocorre em meio à espera pela efetivação das linhas de renegociação previstas na medida. A MP está em vigor desde 15 de julho, mas a operacionalização das renegociações ainda depende de atos complementares. Um dos passos ocorreu em 24 de julho, com a regulamentação pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Ainda são aguardadas uma portaria do Tesouro Nacional para liberar

Senado aprova projeto que amplia regras do Venda em Balcão e altera estoques agrícolas

O Senado aprovou, nesta quinta-feira (11), o Projeto de Lei 3.289/2026, que altera as regras do Programa de Venda em Balcão (ProVB) e modifica dispositivos da Lei 8.171, de 1991, a Lei de Política Agrícola. A proposta amplia os produtos que poderão ser adquiridos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para o programa e também muda regras sobre formação e escoamento de estoques agrícolas. O texto segue para sanção presidencial. Com a aprovação, a Conab poderá adquirir para o ProVB, além de milho em grãos, sorgo, caroço de algodão, farelo de soja, farelo de milho e outros produtos destinados à alimentação animal. O programa foi

Toffoli vota para validar lei de Rondônia contra signatárias da moratória da soja

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou para validar a lei de Rondônia que proíbe a concessão de benefícios fiscais a tradings que aderirem à moratória da soja. O julgamento reúne duas ações sobre normas estaduais que punem empresas signatárias do acordo, uma de Rondônia, relatada por Toffoli, e outra de Mato Grosso, relatada por Flávio Dino. Dino também votou pela validade da lei mato-grossense. A moratória da soja é um acordo que impede empresas signatárias de comprar soja cultivada em áreas desmatadas na Amazônia após julho de 2008. No voto apresentado, Toffoli concentrou sua análise na validade das leis estaduais e