A Petrobras deve promover em breve um aumento no preço da gasolina, segundo afirmou nesta terça-feira (12) a presidente da companhia, Magda Chambriard. De acordo com a executiva, a decisão considera a valorização da gasolina no mercado internacional, mas também a dinâmica do etanol no Brasil, que recuou no mercado interno e influencia a competitividade do combustível fóssil.
Ao tratar da política comercial da estatal, Magda disse que o reajuste “vai acontecer já, já”, mas ressaltou que a empresa precisa “manter o mercado”. A declaração indica que a Petrobras segue observando não apenas as cotações externas, mas também as condições de concorrência no abastecimento doméstico.
Segundo a presidente, a volatilidade internacional permanece elevada. Ela afirmou que o petróleo pode oscilar até US$ 15 por barril no mesmo dia, o que pressiona a formação de preços dos derivados. Ao mesmo tempo, a diretora de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Angélica Laureano, informou que a companhia mantém a estratégia comercial adotada desde 2023 e monitora continuamente o mercado para definir a precificação dos produtos.
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No mesmo contexto, Angélica disse que, na avaliação da empresa, não há indicação de risco estrutural de desabastecimento no mercado interno. A Petrobras também informou que aguarda definições sobre eventual parcelamento, em agosto, do aumento do gás natural.
Magda ainda afirmou que a autossuficiência em diesel e o atendimento a 100% da demanda nacional de gasolina devem constar no próximo Plano de Negócios. Segundo ela, a ampliação do processamento de petróleo e da oferta de derivados está entre os pilares da gestão.
Na prática, o reajuste da gasolina dependerá da combinação entre preços internacionais, câmbio e competitividade do etanol nas bombas. A Petrobras não informou, até o momento, o percentual previsto para eventual aumento.
O cenário de curto prazo, portanto, segue condicionado ao comportamento das cotações externas e ao mercado doméstico de biocombustíveis. Novos ajustes devem depender da leitura da Petrobras sobre a paridade de preços e a preservação de participação no mercado interno.
Fonte: Estadão Conteúdo
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