A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta sexta-feira (29) que as duas plataformas do projeto Sergipe Águas Profundas, conhecido como Seap 1 e Seap 2, terão uma Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) embarcada em cada estrutura. Durante evento em Sergipe, a executiva informou que, após a conclusão do projeto, o estado deverá produzir 240 mil barris de petróleo por dia e 22 milhões de metros cúbicos diários de gás natural.
Segundo Magda Chambriard, a configuração anunciada para as plataformas inclui processamento de gás no próprio ambiente offshore. A presidente da Petrobras declarou que não conhece, em mais de 40 anos de atuação no setor, outra plataforma com esse tipo de unidade embarcada. A afirmação foi feita em agenda pública ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O projeto Sergipe Águas Profundas concentra a maior parte dos investimentos previstos pela Petrobras no estado entre 2026 e 2030. De acordo com a estatal, o total destinado a Sergipe será de R$ 72,5 bilhões no período. Desse montante, R$ 60 bilhões estão reservados ao Seap, que concluiu recentemente a compra das plataformas.
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O restante dos recursos será direcionado à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE) e ao descomissionamento de 26 plataformas em águas rasas no estado. O material disponível não detalha cronograma de entrada em operação das unidades nem a capacidade individual de processamento de gás em cada plataforma.
Do ponto de vista setorial, o anúncio se insere em duas frentes acompanhadas pelo agronegócio: oferta de gás natural e produção de fertilizantes nitrogenados. O gás é matéria-prima relevante para a indústria de fertilizantes, enquanto investimentos em unidades como a Fafen têm relação com a cadeia de insumos agrícolas. Ainda assim, os efeitos sobre preços, abastecimento ou competitividade do setor rural dependem de definições operacionais que não foram informadas no evento.
Com os números divulgados pela Petrobras, Sergipe tende a ampliar seu peso na produção energética do Nordeste. No entanto, uma avaliação técnica mais precisa sobre reflexos para fertilizantes, agroindústria e custos do setor produtivo rural dependerá da divulgação de prazos, capacidade efetiva das unidades e estratégia de escoamento e uso do gás natural.
Fonte: Estadão Conteúdo
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