A Petrobras formalizou, nesta quinta-feira (14), a retomada da produção na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), em Camaçari, durante visita do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a estatal, a unidade voltou a operar em janeiro, após investimento de R$ 100 milhões, e já trabalha com 90% da capacidade total.
De acordo com a Petrobras, a Fafen-BA tem capacidade para produzir 1.300 toneladas diárias de ureia, 1.300 toneladas diárias de amônia e 178 toneladas diárias de Agente Redutor Líquido Automotivo (ARLA 32). A companhia informa que a produção atual da unidade equivale a cerca de 5% da demanda nacional de fertilizantes.
Os fertilizantes nitrogenados têm uso direto em diferentes cadeias agrícolas, sobretudo em cultivos que exigem adubação de cobertura e reposição de nitrogênio no solo. Nesse contexto, a retomada da fábrica amplia a oferta doméstica de insumos e recompõe parte da produção nacional, em um mercado historicamente dependente de importações. O texto divulgado pela Petrobras, porém, não detalha o volume total da demanda brasileira nem a participação atual das importações no abastecimento.
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A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a reativação da unidade integra a expansão dos investimentos da companhia na Bahia. Segundo a executiva, o plano estratégico prevê US$ 3,5 bilhões em exploração e produção no estado, com meta de elevar a produção local para 30 mil barris de óleo equivalente por dia e gerar mais de 6.500 empregos diretos. A estatal também informou previsão de R$ 115 milhões para a Usina de Biodiesel de Candeias.
Durante o evento, a companhia também anunciou uma seleção pública voltada à coleta e comercialização de óleos e gorduras residuais, com investimento estimado em R$ 5 milhões ao longo de três anos, além da formalização de contratos para projetos culturais na Bahia.
No curto prazo, a operação da Fafen-BA reforça a oferta nacional de ureia e amônia. A dimensão desse efeito sobre preços, abastecimento regional e redução da dependência externa dependerá do nível de produção sustentado pela unidade e da evolução da demanda doméstica, dados que ainda não foram detalhados pela companhia.
Fonte: agencia.petrobras.com.br
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