Os contratos futuros do petróleo encerraram esta quinta-feira (28) em leve alta, após uma sessão volátil marcada pela avaliação de um acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para julho subiu 0,25%, ou US$ 0,22, a US$ 88,90 por barril. Em Londres, na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para agosto avançou 0,49%, ou US$ 0,45, a US$ 92,70 por barril.
O mercado iniciou o dia sob pressão, com a leitura de que um entendimento entre Washington e Teerã poderia reduzir riscos imediatos à navegação no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o fluxo global de energia. Segundo a Axios, os dois países chegaram a um acordo preliminar para navegação “irrestrita” na região, mas o arranjo ainda depende da aprovação dos líderes dos dois lados.
Ao longo da sessão, porém, os preços passaram a refletir a manutenção de incertezas geopolíticas. Um ataque aéreo de Israel em um subúrbio de Beirute, no Líbano, voltou a elevar a tensão no Oriente Médio. Na guerra entre Rússia e Ucrânia, Kiev atingiu na quarta-feira (27) a refinaria de Tuapse, no sul russo, uma das maiores instalações da região.
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Também entrou no radar do mercado a informação da agência Interfax de que Cazaquistão e Rússia assinaram um acordo-quadro para ampliar o fornecimento de petróleo russo à China para 12,5 milhões de toneladas. O noticiário reforçou a percepção de que o mercado segue dividido entre riscos de oferta e tentativas de normalização dos fluxos.
Matt Britzman, analista da Hargreaves Lansdown, afirmou que o petróleo permanece entre tensões renovadas de curto prazo e a expectativa de que as partes ainda tenham incentivo para manter a circulação de energia. Já o vice-presidente do Federal Reserve, Philip Jefferson, disse que os Estados Unidos seguem vulneráveis a choques nos preços do petróleo.
Para o agronegócio, o movimento do petróleo é acompanhado de perto porque influencia diesel, frete e custos logísticos. Nesta sessão, porém, não há dado disponível que permita medir efeito imediato sobre preços internos de combustíveis ou operações no campo.
O mercado deve continuar sensível a desdobramentos no Oriente Médio, à segurança das rotas marítimas e a eventuais interrupções de refino e oferta. Sem definição política conclusiva entre Estados Unidos e Irã, a tendência de curto prazo ainda depende do fluxo de notícias geopolíticas e energéticas.
Fonte: Estadão Conteúdo
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