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Preços em queda! Como ficou o mercado da soja?

Preços em queda! Como ficou o mercado da soja?


A queda nos preços da soja travou o mercado brasileiro nesta sexta-feira (28), com reflexo nas quedas observadas em Chicago. O movimento de retração nos preços, entretanto, foi atenuado pela alta do dólar. Além disso, os prêmios recuaram e, mesmo assim, a indústria manteve as indicações mais firmes, evidenciando certa resistência do setor frente à pressão do mercado.

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Segundo a Safras & Mercado, a colheita segue sem maiores complicações no Brasil, com o ritmo de produção avançando conforme o esperado, enquanto a Argentina, que também está em colheita, viu uma melhoria nas condições climáticas, o que ajudou a estancar as perdas no potencial produtivo. Porém, a expectativa de uma ampla oferta sul-americana tem pressionado as cotações da soja.

Preços da soja

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 132,00 para R$ 130,00
  • Região das Missões (RS): recuou de R$ 133,00 para R$ 131,00
  • Porto de Rio Grande (RS): diminuiu de R$ 134,00 para R$ 133,00
  • Cascavel (PR): estabilizou em R$ 128,00
  • Porto de Paranaguá (PR): manteve-se em R$ 132,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 117,00 para R$ 116,00
  • Dourados (MS): diminuiu de R$ 120,00 para R$ 119,50
  • Rio Verde (GO): seguiu estável em R$ 113,00

Chicago

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira em baixa, acentuando as perdas acumuladas ao longo da semana e de fevereiro. A pressão sobre os preços foi intensificada pelas incertezas acerca da política tarifária do governo Trump, com a iminente implementação de taxas de 25% para o Canadá e o México, e de 10% sobre os produtos chineses, a partir de 3 de março. Isso tem gerado preocupações no mercado sobre as possíveis retaliações, que podem afetar produtos agrícolas americanos.

Ademais, o avanço da maior colheita da história do Brasil também contribui para a pressão sobre os preços. As incertezas envolvendo o comércio internacional e os impactos nas tarifas, somados à oferta crescente de soja da América do Sul, tornam o cenário ainda mais desafiador para os produtores.

Contratos futuros da soja

Na sexta-feira, os contratos futuros de soja com vencimento em maio na Bolsa de Chicago fecharam com queda de 11,50 centavos, ou 1,10%, para US$ 10,25 3/4 por bushel. Já os contratos para julho recuaram 12 centavos, ou 1,14%, para US$ 10,40 por bushel. A pressão sobre os preços se deve tanto à expectativa de uma grande colheita sul-americana quanto ao aumento da oferta, o que tende a puxar os preços para baixo.

Nos subprodutos, o farelo de soja, com vencimento para maio, permaneceu estável a US$ 300,20 por tonelada. Por outro lado, o óleo de soja, também com vencimento em maio, fechou a 44,12 centavos por libra-peso, apresentando uma queda de 1,23 centavo, ou 2,71%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 1,47%, negociado a R$ 5,9153 para venda e a R$ 5,9133 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8229 e a máxima de R$ 5,9183. Nos acumulados da semana e do mês, o dólar fechou em alta de 3,25% e 1,37%, respectivamente, refletindo a pressão sobre a moeda local frente a incertezas econômicas internacionais e ao impacto das políticas fiscais dos Estados Unidos.



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