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‘Preparação para eventos extremos ainda é desafio’, diz Iagro sobre casos de morte de animais por hipotermia em MS

‘Preparação para eventos extremos ainda é desafio’, diz Iagro sobre casos de morte de animais por hipotermia em MS


Foto: reprodução/redes sociais/imagem de arquivo

A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) de Mato Grosso do Sul confirmou nesta segunda-feira (1º) que, até o momento, 83 bovinos morreram por hipotermia em propriedades rurais do estado.

Segundo a entidade, os óbitos decorrem da combinação de temperaturas muito baixas e da exposição prolongada dos animais ao frio intenso. A Iagro recebeu comunicações de cinco propriedades, sendo quatro na região de Nova Andradina, com 74 animais mortos, e uma propriedade em Angélica, com 9 mortos.

Marco Aurélio Guimarães, gerente de Controle e Operações da entidade, explica que parte das perdas poderia ser reduzida com medidas preventivas, como suplementação alimentar, oferta de abrigos e manejo antecipado dos animais em áreas menos expostas ao frio.

“No entanto, a preparação para eventos extremos ainda é um desafio. Muitos produtores não dispõem de estrutura suficiente para enfrentar ondas de frio tão intensas”, destaca.

A Iagro lembra que animais debilitados ou mais jovens tendem a ser os mais suscetíveis aos efeitos do frio intenso. “Não há indícios de falha generalizada no manejo, mas sim de que a mudança climática foi intensa em curto espaço de tempo e a dificuldade de resposta imediata em algumas propriedades”, aponta Guimarães.

Impacto econômico

Segundo a Iagro, as mortes por hipotermia não apresentam risco sanitário relacionado à disseminação de doenças ou à qualidade da carne.

“Não há relação direta com disseminação de doenças ou comprometimento da qualidade da carne. O impacto é essencialmente econômico, afetando diretamente o pecuarista e, indiretamente, a cadeia produtiva pela redução de oferta e perdas financeiras”, explica Guimarães.

O que fazer para evitar mortes no rebanho?

Para minimizar os impactos causados pelo frio no rebanho, a Iagro recomenda que os produtores adotem algumas medidas de manejo preventivo, como evitar manter os rebanhos em áreas próximas a corpos d’água e oferecer abrigo aos animais mais sensíveis, facilitando a assistência e o acompanhamento do manejo.

A entidade recomenda ainda reforçar a alimentação do rebanho durante os períodos de frio, com suplementação de forragens, volumosos ou concentrados, além de comunicar imediatamente à Iagro mortalidades acima dos índices considerados normais.

O que fazer em caso de mortes de animais?

Em caso de constatação de óbito, o Serviço Veterinário Oficial (SVO), executado pela Iagro, realiza inspeção para verificar a situação e efetuar a baixa do estoque dos animais mortos. Nos casos em que a visita técnica não for possível, o produtor deverá apresentar laudo veterinário particular.

Além disso, a remoção rápida das carcaças é considerada essencial para evitar riscos sanitários, como a ocorrência de botulismo e outras enfermidades associadas à putrefação.

Em caso de dúvidas ou necessidade de orientação adicional, os produtores podem entrar em contato com a Iagro pelo WhatsApp: (67) 99961-9205.

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