O Consórcio 116 Sertões arrematou nesta quinta-feira (28) a concessão da Rota dos Sertões, em leilão realizado na B3, em São Paulo. O grupo, formado por Neo Invest, do grupo Novonor, pela portuguesa Mota-Engil e pela Galápagos Capital, ofereceu desconto de 19,6% sobre a tarifa de pedágio. O trecho concedido reúne 502 quilômetros das rodovias BR-116/BA/PE e BR-324/B, ligando Feira de Santana (BA) a Salgueiro (PE).
O projeto prevê R$ 8,5 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos de contrato, sendo R$ 4,13 bilhões em aportes diretos. Entre as intervenções anunciadas estão 108 quilômetros de duplicações, 5,2 quilômetros de faixas adicionais, implantação de passarelas, pontos de parada e descanso para caminhoneiros e um contorno viário na travessia urbana de Serrinha (BA).
A disputa teve 14 lances em viva-voz contra o Atlas Rodovias, formado por Yvy Capital, Infra Brasil e Grupo Houer. Outro participante foi o Consórcio Via dos Sertões, dos grupos Aspen e DMDL, que apresentou desconto de 13,10% na primeira etapa e não avançou.
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A Neo Invest integra a plataforma de concessões e infraestrutura da Novonor. Já a Mota-Engil estreia em rodovias brasileiras com essa vitória. A empresa portuguesa ampliou a presença no país após vencer, em setembro de 2025, o leilão do Túnel Santos-Guarujá.
Para o setor agropecuário, a concessão tem relação com a logística rodoviária em um eixo que conecta áreas do interior da Bahia e de Pernambuco. Melhorias em duplicação, capacidade de tráfego e apoio ao transporte de carga podem influenciar o deslocamento de insumos, alimentos e produção agroindustrial. O material disponível, porém, não detalha prazos de execução por trecho nem estimativas oficiais de redução de custo logístico para cadeias produtivas da região.
A Rota dos Sertões é o segundo leilão federal de rodovias de 2026. O próximo certame previsto é o da repactuação da Régis Bittencourt, na BR-116 entre São Paulo e Paraná, marcado para quarta-feira (23 de julho).
O andamento das obras, o cronograma de investimentos e a definição das condições operacionais da concessão serão os principais pontos para medir os efeitos práticos sobre o transporte regional. Sem esses detalhamentos adicionais, ainda não é possível quantificar o impacto econômico para produtores e embarcadores do corredor rodoviário.
Fonte: Estadão Conteúdo
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