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Saldo da balança comercial brasileira sobe 43,5% em abril

Saldo da balança comercial brasileira sobe 43,5% em abril


Foto: Freepik

A balança comercial brasileira registrou superávit acumulado de US$ 24,782 bilhões de janeiro a abril de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

O resultado foi formado por US$ 116,552 bilhões em exportações e US$ 91,770 bilhões em importações. Na comparação com o mesmo período de 2025, o saldo avançou 43,5%.

O desempenho do quadrimestre foi sustentado por uma expansão mais intensa das vendas externas do que das compras internacionais. No acumulado de 2026, as exportações cresceram 9,2% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.

Desempenho de cada setor

Entre os setores exportadores, a agropecuária somou US$ 26,39 bilhões, com alta de 6,6%. A indústria extrativa alcançou US$ 29,33 bilhões, avanço de 22,2%. Já a indústria de transformação respondeu por US$ 60,18 bilhões, crescimento de 4,8%.

Pelo lado das importações, a elevação foi mais moderada, de 2,5% no período. As compras do setor agropecuário recuaram 21,4%, para US$ 1,80 bilhão. Na indústria extrativa, houve queda de 5,3%, para US$ 3,86 bilhões. A indústria de transformação, por sua vez, registrou aumento de 3,6%, totalizando US$ 85,49 bilhões.

Na prática, a diferença entre o ritmo de crescimento das exportações e das importações ampliou o saldo positivo da balança. Esse movimento reforça a entrada líquida de divisas no país e indica maior contribuição do comércio exterior para a atividade econômica no início de 2026.

Os dados também mostram que a pauta exportadora seguiu apoiada em diferentes segmentos, com destaque para a indústria extrativa e para o volume negociado pela indústria de transformação.

A Secex não detalhou, nesse recorte divulgado, os produtos e destinos que mais influenciaram o resultado do quadrimestre.

O comportamento da balança nos próximos meses dependerá da continuidade do crescimento das exportações e da trajetória das importações. Até abril, os números oficiais indicam um quadro de saldo comercial mais amplo do que o observado no mesmo período de 2025.

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