Nesta segunda-feira (11), o programa Giro do Boi deu início a uma série especial sobre o manejo que mais se expande nas fazendas brasileiras: a Terminação Intensiva a Pasto (TIP).
De acordo com dados da Ponta Agro, o sistema registrou um crescimento vertiginoso de 300% em apenas quatro anos, atingindo a marca de quase 10 milhões de cabeças terminadas anualmente.
Crescimento impulsionado pelo mercado de grãos
Em entrevista, o pesquisador e economista Pedro Duque destacou que o grande combustível para essa explosão produtiva é a evolução do mercado de grãos, com foco na alta produtividade do milho e a ascensão estratégica do sorgo.
O crescimento da TIP não é por acaso. O sistema apresenta indicadores de rentabilidade que superam, muitas vezes, as principais culturas agrícolas. O sistema permite uma renda superior a R$ 5 mil por hectare, tornando-se uma das atividades mais lucrativas do campo.
Confira a entrevista completa:
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Produtividade e eficiência do sistema
É possível produzir até 120 arrobas por hectare/ano, graças à agilidade do sistema que permite até três giros anuais. Ao utilizar o pasto como base de fibra e estrutura, a TIP entrega uma arroba mais barata do que o confinamento convencional.
A estabilidade do sistema TIP no Brasil está diretamente ligada à disponibilidade e ao processamento de grãos, que garantem o suprimento constante do cocho. O sorgo granífero e forrageiro deixou de ser uma cultura secundária.
Com menor custo de produção e alta resistência ao estresse hídrico, a área plantada deve dobrar nos próximos cinco anos, servindo como uma alternativa segura ao milho.
Impacto das usinas de etanol e pesquisas
Além disso, a expansão das usinas de etanol de milho transformou o cenário nutricional. O surgimento do DDG (grãos secos de destilaria) é um dos trunfos da engorda a pasto, oferecendo proteína e energia de alta qualidade com facilidade logística.
Pesquisas focadas em precocidade e produtividade das sementes garantem janelas de plantio mais seguras, resultando em insumos mais acessíveis para o pecuarista. “O mercado positivo não corrige operação ineficiente”
O economista alertou que o sucesso da TIP depende de planejamento técnico, travamento de custos de insumos e assistência especializada para garantir que a alta produtividade se transforme em margem de lucro real.
Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.
Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.
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