O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (12) em alta no mercado doméstico, acompanhando o fortalecimento global da moeda americana em meio ao aumento da tensão geopolítica entre Estados Unidos e Irã. No Brasil, os investidores também repercutem o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril, que subiu 0,67% ante março, dentro do intervalo projetado pelo mercado.
Na abertura, o movimento no câmbio foi acompanhado pela alta da curva de juros futuros, em linha com o avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e dos preços internacionais do petróleo. O contrato do WTI operava acima de US$ 101 por barril, enquanto o Brent superava US$ 107 por barril.
O ambiente externo segue pressionado pelas incertezas sobre a sustentação do cessar-fogo entre Washington e Teerã. O governo iraniano afirmou estar “pronto para agir”, mas disse manter o foco em uma “paz duradoura” nas negociações com os Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o cessar-fogo está em “estado crítico”.
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No cenário doméstico, o IPCA divulgado nesta terça-feira (12) mostrou alta de 0,67% em abril, em linha com a mediana das estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast. As previsões iam de 0,56% a 0,79%. Em 12 meses, o índice acumula avanço de 4,39%, também dentro do consenso, cuja faixa variava de 4,26% a 4,52%.
Outro indicador monitorado foi a primeira prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), da Fundação Getulio Vargas (FGV), que desacelerou para 0,27% em maio, após alta de 0,95% na primeira prévia de abril.
Sem nova sinalização de alívio no conflito no Oriente Médio, o mercado deve seguir atento ao comportamento da inflação de energia e à divulgação do índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos (CPI, na sigla em inglês), referência relevante para juros, câmbio e fluxo global de capitais.
No curto prazo, a combinação entre risco geopolítico, petróleo elevado e indicadores de inflação no Brasil e nos Estados Unidos tende a manter os ativos domésticos sensíveis ao noticiário externo e à precificação dos juros internacionais.
Fonte: Estadão Conteúdo
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