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CNA discute investigação de dumping no leite em pó e atualização sanitária da cadeia láctea

CNA discute investigação de dumping no leite em pó e atualização sanitária da cadeia láctea


A Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) debateu, nesta quarta-feira (13), em Brasília, temas estratégicos para a cadeia láctea. Entre os principais pontos estiveram a investigação de dumping nas importações de leite em pó da Argentina e do Uruguai, propostas de atualização sanitária do setor e a conjuntura do mercado brasileiro de leite em 2026.

Na frente comercial, a CNA avaliou a nota técnica com fatos essenciais publicada pelo Departamento de Defesa Comercial (Decom) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Segundo o assessor técnico da CNA, Guilherme Dias, o órgão reconheceu avanços relevantes no processo, como a similaridade entre o leite em pó importado e o leite in natura produzido no Brasil.

A investigação aponta margens de dumping de até 61,4% para empresas argentinas e de 49,4% para companhias uruguaias, com base nos questionários respondidos pelos próprios exportadores. De acordo com Dias, o ponto ainda pendente é o reconhecimento definitivo do dano ao mercado doméstico e do nexo causal entre as importações e os prejuízos ao setor. O tema deve seguir para análise técnica e para deliberação da Câmara de Comércio Exterior (Camex), em reunião prevista para quarta-feira (28).

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Sobre a pauta sanitária, a CNA discutiu propostas formuladas no 1º Workshop Nacional da Brucelose, realizado em 2025. As medidas envolvem ajustes no Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT), com foco na segmentação de rebanhos e na gestão das Guias de Trânsito Animal (GTA). Segundo a entidade, a padronização dos cadastros pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelos Órgãos Executores de Sanidade Agropecuária (Oesas) pode melhorar a representatividade dos dados de cobertura vacinal sem elevar custos ao produtor.

No mercado, Valter Galan, do MilkPoint, informou que produção e demanda seguem equilibradas até maio, embora com crescimento mais moderado da oferta em razão de margens mais estreitas. A apresentação também indicou probabilidade de 90% de ocorrência de El Niño a partir de setembro, com excesso de chuvas no Sul e menor precipitação no Norte e Nordeste, cenário que exige planejamento da atividade.

O andamento da investigação comercial e a eventual atualização das regras sanitárias devem influenciar o ambiente de concorrência e a gestão da produção leiteira nos próximos meses, especialmente em um ano de margens mais apertadas e risco climático mais elevado.

Fonte: cnabrasil.org.br

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