O Fundo Monetário Internacional (FMI) informou nesta quinta-feira (14) que 12 países já solicitaram à instituição ao menos US$ 15 bilhões em auxílio, em meio ao choque nos mercados de energia associado ao conflito no Oriente Médio. A informação foi apresentada por Julie Kozack, diretora de Comunicações do FMI, durante coletiva de imprensa. Os países não foram identificados pelo Fundo.
De acordo com Kozack, além dos pedidos de assistência financeira, vários governos também procuraram o FMI para discutir como conduzir a política monetária diante da alta de custos de energia e da pressão inflacionária. Segundo uma fonte da Reuters, autoridades do Iraque estão entre as que buscaram apoio da instituição.
A diretora afirmou que o Fundo mantém coordenação com o Banco Mundial e com a Agência Internacional de Energia (AIE) para tratar da crise energética. No diagnóstico do FMI, o cenário global segue próximo ao quadro adverso apresentado na Reunião de Primavera de abril, quando a instituição projetou expansão de 2,5% para a economia mundial em 2026 e inflação de 5,4%.
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Segundo Kozack, as expectativas de inflação de curto prazo aumentaram, enquanto as de médio prazo seguem ancoradas. Ela acrescentou que as condições financeiras ainda permanecem acomodatícias, o que, na avaliação técnica do Fundo, ajuda a preservar espaço de resposta por parte de governos e bancos centrais.
No mesmo evento, Kozack disse que o desembolso de US$ 1 bilhão para a Argentina, referente à segunda revisão do programa no âmbito da Linha de Crédito Ampliada, pode ser liberado na próxima semana. Sobre a Venezuela, informou que as conversas continuam, mas que não houve, até o momento, pedido de acordo em nível técnico.
Ao comentar a reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, Kozack afirmou que medidas voltadas à redução de tensões comerciais são recebidas de forma positiva pelo FMI.
Os dados apresentados pelo Fundo indicam que o impacto econômico da crise de energia já se traduz em maior demanda por crédito emergencial e por orientação de política econômica. O alcance adicional desse movimento dependerá da evolução dos preços de energia, do conflito regional e da resposta coordenada entre organismos multilaterais.
Fonte: Estadão Conteúdo
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