O Governo do Paraná informou nesta quinta-feira (14) que o Programa Leite das Crianças (PLC) completa 23 anos de operação. Criada em 2003, a política pública já recebeu R$ 2 bilhões em investimentos e beneficiou cerca de 1,2 milhão de crianças no estado. Em 2025, o programa soma R$ 140 milhões para o atendimento diário de 87 mil crianças de 6 a 36 meses.
Instituído pela Lei Estadual nº 16.385/2010, com alterações da Lei nº 16.475/2010 e regulamentado pelo Decreto nº 3.000/2015, o programa é coordenado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) em parceria com as secretarias estaduais da Saúde, da Educação e de Desenvolvimento Social e Família.
O público-alvo é formado por famílias com renda per capita de até meio salário-mínimo regional. A distribuição prevê 1 litro diário de leite pasteurizado enriquecido com vitaminas A, D e ferro quelato para cada criança atendida.
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Segundo a secretária interina da Agricultura e do Abastecimento, Camila Aragão, a operação depende de integração entre áreas de produção, saúde e assistência social. Já Márcia Stolarski, chefe do Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional (Desan), afirmou que a oferta regular do alimento atua na prevenção de deficiência nutricional e de quadros como anemia.
Dados da Secretaria da Saúde indicam que 92% das crianças atendidas em 2025 apresentam peso adequado para a idade. Na cadeia produtiva, o coordenador do PLC, Francisco Perez, informa que o programa alcança atualmente 3.200 produtores familiares e 36 laticínios. A estrutura também conta com 1.291 pontos de entrega nos 399 municípios paranaenses.
Esse desenho operacional amplia o alcance social e econômico da iniciativa. Além da assistência alimentar, o programa cria demanda regular para a produção leiteira, estimula padrões sanitários nas usinas e sustenta a atividade em bacias regionais.
Para ingressar no programa, a família deve procurar o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) ou o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) do município, estar no Cadastro Único do governo federal e apresentar documentação da criança elegível. A continuidade do PLC dependerá da manutenção dos critérios de renda, da rede de distribuição e do orçamento estadual.
Fonte: agricultura.pr.gov.br
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