A China parece estar em trajetória compatível com sua meta de crescimento para 2026, segundo relatório divulgado pelo Citi nesta quinta-feira (14). Na avaliação do banco, os sinais recentes da política econômica indicam que Pequim considera o ritmo atual de expansão suficiente, o que reduz a necessidade de adoção de novos estímulos robustos no curto prazo.
O relatório do Citi, produzido por analistas do banco não identificados nominalmente no material disponível, afirma que os anúncios mais recentes das autoridades chinesas sugerem maior conforto com o desempenho da atividade. O documento não informa, porém, qual é o percentual exato da meta de crescimento mencionada para 2026.
Com base nessa leitura, o banco manteve preferência por ações do setor de tecnologia, apontado como uma das prioridades estruturais do governo chinês. O Citi também destacou potencial em empresas exportadoras, diante do avanço da participação dessas companhias em mercados internacionais e da diversificação geográfica de receitas.
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Na comparação entre os mercados acionários chineses, o banco afirmou que tanto os papéis listados em Hong Kong quanto os ativos do mercado continental seguem em patamares considerados baratos. Ainda assim, a instituição passou a preferir as chamadas A-shares no segundo semestre, citando maior exposição ao setor de tecnologia e liquidez mais profunda.
O Citi também elevou a recomendação para o setor de seguros para “sobrecompra”, indicação de exposição acima da média do mercado. A expectativa é de melhora nos ganhos com investimentos e de maior entrada de recursos. Além disso, o banco manteve recomendação overweight para tecnologia, materiais básicos, saúde e internet.
Para os mercados, a leitura de menor probabilidade de estímulos adicionais em larga escala tende a deslocar a atenção para setores com apoio estrutural de política industrial e para empresas com capacidade de ampliar receita externa. Sem novos dados oficiais sobre a meta numérica de crescimento, o acompanhamento do ritmo da atividade e de futuras sinalizações de Pequim seguirá como principal referência.
Fonte: Estadão Conteúdo
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