Os contratos internacionais de petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira (15), sustentados pelo aumento da tensão diplomática no Oriente Médio e pela falta de sinais concretos de avanço nas negociações envolvendo Estados Unidos, Irã e China. O movimento também refletiu a atenção do mercado à segurança do fluxo global de petróleo, especialmente nas rotas ligadas ao Estreito de Ormuz.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para julho encerrou o pregão com alta de 4,23%, equivalente a US$ 4,10, a US$ 101,02 por barril. Já o Brent para o mesmo mês, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, subiu 3,35%, ou US$ 3,54, para US$ 109,26 por barril. Na semana, os ganhos acumulados foram de 5,89% para o WTI e de 7,87% para o Brent.
O avanço ocorreu após o encerramento da cúpula entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, em Pequim. Entre os temas discutidos esteve a guerra no Oriente Médio. Trump afirmou nesta sexta-feira (15) que Xi apoia restrições nucleares ao Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz. Já o governo chinês informou que Xi defendeu a continuidade das negociações e declarou que “a força não resolve problemas”, sem citar diretamente a rota marítima.
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Segundo analistas do banco ING, o encontro teve como foco central a tentativa de obter apoio chinês para avanços nas tratativas sobre o conflito com o Irã. Para o mercado, a falta de medidas concretas mantém o prêmio de risco nos preços, já que Ormuz é uma passagem estratégica para exportações de petróleo.
Em paralelo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que a mediação conduzida pelo Paquistão segue “em um caminho muito difícil”. Também pesou no mercado a informação de que os Emirados Árabes Unidos aceleraram um projeto para dobrar a capacidade de exportação por rotas alternativas ao Estreito de Ormuz.
No curto prazo, a trajetória do petróleo deve seguir sensível a sinais diplomáticos e militares na região. Para cadeias dependentes de combustíveis, frete e energia, o encarecimento do barril tende a elevar a atenção sobre custos operacionais. Não há, no material disponível, estimativas atualizadas sobre repasses imediatos aos preços internos.
Fonte: Estadão Conteúdo
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