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Ibovespa sobe 1,77% com alívio em Ormuz e expectativa por balanço da Nvidia

Ibovespa sobe 1,77% com alívio em Ormuz e expectativa por balanço da Nvidia


O Ibovespa fechou em alta de 1,77% nesta quarta-feira (20), aos 177.355,73 pontos, após três sessões consecutivas de queda. O avanço ocorreu em meio à descompressão do cenário geopolítico no Estreito de Ormuz, à expectativa pelos resultados trimestrais da Nvidia e à repercussão da ata do Federal Reserve. O giro financeiro da sessão somou R$ 28,1 bilhões.

Na semana, o principal índice da Bolsa brasileira passou a acumular leve alta de 0,04%. No mês, ainda recua 5,32%. Em 2026, o avanço chega a 10,07%. Entre os destaques positivos do pregão estiveram CSN Mineração, com alta de 10,29%, Cury, com 8,53%, e Lojas Renner, com 7,77%. No lado oposto, Petrobras ON caiu 3,85%, a R$ 49,68, e Petrobras PN recuou 3,23%, acompanhando a queda de quase 6% nos contratos futuros do Brent e do WTI no fim da tarde. SLC Agrícola encerrou em baixa de 1,61%.

Segundo Nicolas Gass, estrategista de investimentos e sócio da GT Capital, parte do movimento positivo refletiu a expectativa do mercado pelos números da Nvidia, vista por investidores como referência global para tecnologia, inteligência artificial e apetite por risco. Ele também afirmou que a ata do banco central dos Estados Unidos ajudou a dar sustentação ao mercado ao limitar abertura adicional de prêmio nas taxas mais longas.

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No cenário externo, o mercado acompanhou sinais de reabertura parcial do Estreito de Ormuz e declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre negociações em estágio final com o Irã. De acordo com Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, notícias sobre a passagem de embarcações pelo estreito contribuíram para aliviar os preços do petróleo.

Para o agro, a movimentação do petróleo e dos juros globais é um ponto de atenção porque pode influenciar custos de diesel, frete, fertilizantes e condições financeiras. O material disponível, porém, não apresenta estimativas setoriais específicas para cadeias agropecuárias nesta sessão.

O mercado segue sensível à evolução da crise no Oriente Médio, ao comportamento do petróleo e às próximas sinalizações de política monetária nos Estados Unidos. Sem dados adicionais sobre repasse para combustíveis ou crédito rural, ainda não há base suficiente para mensurar efeitos diretos sobre o setor agropecuário no curto prazo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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