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Mercado do boi gordo inicia segunda quinzena de setembro com negociações lentas

Mercado do boi gordo inicia segunda quinzena de setembro com negociações lentas


Foto: Reprodução/Giro do Boi.

O mercado do boi gordo chega à metade de setembro com poucos negócios e preços praticamente estáveis. Enquanto pecuaristas aguardam melhores valores para negociar os animais, frigoríficos reduzem a atuação no mercado diante do ritmo das vendas de carne bovina.

Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a última sexta-feira (11) foi marcada por baixa movimentação, com as cotações nos mesmos patamares do dia anterior.

Boa parte dos frigoríficos ficou fora das negociações no mercado de balcão após completar as escalas de abate com animais próprios ou provenientes de contratos.

Já as indústrias de pequeno e médio porte, mais dependentes das compras no mercado spot para preencher as escalas, acompanham de perto o desempenho da carne bovina no mercado interno.

Arroba varia entre R$ 325 e R$ 335 no Pará

No Pará, a oferta de animais esteve reduzida, enquanto frigoríficos buscaram negociar a arroba em valores menores.

Mesmo com o clima seco, boa parte dos negócios envolve animais terminados a pasto ou em sistemas de semiconfinamento.

Os preços do boi gordo permaneceram entre R$ 325 e R$ 335 por arroba, e as escalas de abate variaram de quatro a 11 dias.

Carne bovina dá sinais de enfraquecimento

No atacado da Grande São Paulo, os preços da carne bovina permaneceram estáveis, mas o mercado começou a apresentar sinais de enfraquecimento com a entrada na segunda metade do mês, período em que o consumo costuma perder ritmo.

Na sexta-feira, a carcaça casada bovina registrou média de R$ 24,22 por quilo à vista. No acumulado de setembro, o produto ainda apresenta valorização de 0,9%.

Com o consumo mais lento e parte das escalas de abate já preenchida, o mercado do boi gordo segue com baixa liquidez na entrada da segunda quinzena de setembro.

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