A rastreabilidade na pecuária bovina foi tema de debate realizado em São Paulo na terça-feira (19) e na quarta-feira (20), em evento promovido pela Mesa Global para Carne Bovina Sustentável. A discussão reuniu representantes do setor produtivo, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da iniciativa privada e de outros países para avaliar barreiras e oportunidades na implementação de sistemas de identificação animal nas cadeias de suprimento.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou do encontro “Rastreabilidade na Pecuária: Liderança Regional”. Segundo a entidade, o foco das discussões foi a adoção de sistemas de rastreabilidade, com atenção à interoperabilidade entre plataformas públicas e privadas e entre modelos nacionais e subnacionais.
No painel sobre integração de sistemas, o coordenador de Produção Animal da CNA, João Paulo Franco, afirmou que a principal finalidade do Programa Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB) é sanitária. Segundo ele, outros usos da rastreabilidade devem avançar por meio de protocolos privados de adesão voluntária, com previsão de incentivo financeiro ao produtor, por ser o elo mais impactado operacionalmente.
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O evento também abordou ferramentas e tecnologias aplicadas à rastreabilidade, além de experiências regulatórias e políticas públicas em diferentes países. Participaram representantes do Brasil, Argentina, Colômbia, Paraguai, Uruguai, Bolívia e Estados Unidos.
Na abertura, a presidente da Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável, Ana Doralina, associou a rastreabilidade à geração de confiança, à ampliação de oportunidades comerciais e ao fortalecimento da competitividade da pecuária brasileira. A programação incluiu ainda discussões sobre demandas globais, desafios de implementação e exigências crescentes de mercado.
Para a cadeia pecuária, a rastreabilidade é um instrumento com função sanitária, de controle de origem e de organização de informações ao longo da produção. No entanto, o evento não apresentou metas numéricas, cronograma de adoção nacional ou detalhamento de custos por animal, pontos que seguem centrais para a avaliação prática do produtor.
O debate reforça que a rastreabilidade segue no centro das discussões da pecuária brasileira, especialmente nos temas de sanidade, acesso a mercados e padronização de sistemas. Sem definição pública de prazos e custos no encontro, a evolução do tema dependerá do avanço regulatório e da coordenação entre governo, setor privado e cadeias produtivas.
Fonte: cnabrasil.org.br
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