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Índice de Basileia do sistema financeiro fica em 17,24% em dezembro

Índice de Basileia do sistema financeiro fica em 17,24% em dezembro


O Índice de Basileia do Sistema Financeiro Nacional (SFN) atingiu 17,24% em dezembro de 2025, segundo o Relatório de Estabilidade Financeira do segundo semestre, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (25). Em junho de 2025, o indicador estava em 17,32%, em dado revisado de 17,36%. O resultado mostra leve redução no semestre, mas mantém o sistema acima do piso regulatório exigido no Brasil.

O Índice de Basileia mede a relação entre o Patrimônio de Referência (PR) das instituições financeiras e os ativos ponderados pelo risco (RWA). Na prática, o indicador é usado para avaliar a capacidade dos bancos de absorver perdas sem comprometer a estabilidade do sistema.

Pelas regras prudenciais, as instituições financeiras que operam no país precisam manter índice mínimo de 8%. Isso significa que, para cada R$ 100 emprestados, o banco deve ter ao menos R$ 8 em capital de referência. Com 17,24% em dezembro, o SFN permaneceu mais de 9 pontos porcentuais acima desse piso.

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O recuo em relação aos 17,32% de junho foi de 0,08 ponto porcentual. O Banco Central informou o dado no relatório sem detalhar, no trecho divulgado, a contribuição de segmentos específicos do sistema para essa variação semestral.

Do ponto de vista econômico, o nível do indicador é acompanhado pelo mercado porque sinaliza a robustez do sistema bancário em momentos de expansão do crédito ou de aumento de risco. Quanto maior a folga em relação ao mínimo regulatório, maior tende a ser a capacidade das instituições de sustentar operações de financiamento dentro dos parâmetros prudenciais.

Para o agronegócio, esse tipo de indicador tem relação indireta com as condições gerais de crédito, inclusive em linhas usadas por produtores, cooperativas e agroindústrias. Ainda assim, o dado divulgado pelo BC não apresenta recorte específico para crédito rural, nem permite concluir, isoladamente, sobre juros, volume de concessões ou mudança imediata na oferta de financiamento ao setor.

O resultado de dezembro indica manutenção da capitalização do sistema financeiro brasileiro em patamar superior ao exigido pela regulação. Novas avaliações sobre efeitos práticos para o crédito, inclusive no meio rural, dependem de informações complementares sobre inadimplência, custo de captação, política monetária e comportamento das carteiras de empréstimo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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