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São Martinho eleva lucro da safra 2025/26 para R$ 836,2 milhões

São Martinho eleva lucro da safra 2025/26 para R$ 836,2 milhões


A São Martinho encerrou a safra 2025/26 com lucro líquido de R$ 836,2 milhões, alta de 50,2% na comparação com o ciclo anterior, segundo resultado financeiro divulgado pela companhia nesta segunda-feira (25), após o fechamento do mercado. A receita líquida somou R$ 7,435 bilhões, avanço de 3,3%, enquanto o Ebitda ajustado atingiu R$ 3,503 bilhões, com crescimento de 1,7% e margem de 47,1%.

Segundo a companhia, o desempenho da safra foi sustentado principalmente pelo crescimento das receitas de etanol, energia elétrica, levedura e DDGS. A receita com etanol avançou 7,9%, para R$ 3,470 bilhões, apoiada em preços 7,3% maiores e volumes em linha com a safra 2024/25. Já a receita com açúcar recuou 1,5%, para R$ 3,218 bilhões, pressionada por preços 7,1% menores, embora o volume comercializado tenha crescido 6,1%.

No campo operacional, a São Martinho processou cerca de 21,9 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, volume estável na comparação anual. A produção de ATR totalizou 3,045 milhões de toneladas, queda de 2,0%. A empresa informou que a menor ocorrência de chuvas no período de crescimento do canavial afetou a produtividade, com recuo de 4,1%, e o ATR médio, com baixa de 2,5%.

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As operações com cana produziram aproximadamente 1,4 milhão de toneladas de açúcar, alta de 7,1%, e 1,1 milhão de metros cúbicos de etanol, queda de 6,3%. No processamento de milho, foram adicionados 220,9 mil metros cúbicos de etanol, 138,6 mil toneladas de DDGS e 6,2 mil toneladas de óleo de milho.

No quarto trimestre da safra, entre janeiro e março, o lucro líquido foi de R$ 172,85 milhões, alta de 64,6% sobre igual intervalo do ciclo anterior. A receita líquida trimestral alcançou R$ 2,245 bilhões, com avanço de 29,1%. A empresa atribuiu esse resultado à recuperação dos volumes comercializados de açúcar após os impactos das queimadas da safra passada e à melhora do mix de vendas.

Ao fim de março, a dívida líquida estava em R$ 4,9 bilhões, em linha com março de 2025. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida sobre Ebitda ajustado, ficou em 1,41 vez, ante 1,43 vez um ano antes.

Os dados indicam que a safra foi marcada por maior contribuição de etanol e coprodutos para a receita, ao mesmo tempo em que o clima limitou indicadores agrícolas da cana. Para a cadeia sucroenergética, os números mostram a relevância da diversificação entre açúcar, biocombustíveis, energia e derivados na composição dos resultados. A companhia não informou, no material divulgado, projeções detalhadas para a próxima safra.

Fonte: Estadão Conteúdo

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