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Lula defende que Petrobras alinhe decisões ao interesse do país

Lula defende que Petrobras alinhe decisões ao interesse do país


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (27), durante cerimônia de anúncio de investimentos da Petrobras no Amazonas, que a estatal deve considerar não apenas sua lógica empresarial, mas também prioridades definidas como de interesse do país. A fala ocorreu ao citar, como exemplo, a construção de barcaças no Brasil mesmo com custo superior ao de compras no exterior. O conteúdo detalhado dos investimentos anunciados não foi informado no material disponível.

Ao tratar da atuação da Petrobras, Lula disse que a empresa precisa levar em conta efeitos sobre emprego e desenvolvimento tecnológico. Segundo o presidente, a discussão com a companhia deve considerar “o que o Brasil precisa”, ainda que determinadas operações apresentem custo maior do que alternativas externas.

No exemplo citado, Lula mencionou a possibilidade de construir barcaças no Amazonas em vez de adquiri-las na China. De acordo com a fala presidencial, a decisão deveria avaliar não só o custo direto da Petrobras, mas também a geração de emprego e conhecimento tecnológico no país.

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O presidente também afirmou que o governo federal não “manda” na Petrobras, embora participe da indicação de nomes para o conselho e discuta prioridades nacionais com a empresa. A declaração reforça a sinalização política de defesa de maior alinhamento entre estatais estratégicas e objetivos de política industrial e energética.

Na mesma cerimônia, Lula criticou processos de privatização e citou a Eletrobras ao afirmar que a desestatização da companhia trouxe perda para o país. Também mencionou, de forma crítica, a venda de ativos estatais em governos anteriores.

Para setores produtivos, incluindo o agro, o tema tem relação com energia, combustíveis e logística. No entanto, o material disponível não apresenta medidas concretas, cronograma, valores, nem efeitos operacionais imediatos sobre preços de combustíveis, oferta energética ou transporte de cargas. Sem esses dados, não é possível dimensionar tecnicamente impactos objetivos para produtores, cooperativas ou agroindústrias.

As declarações indicam uma diretriz política de maior peso para conteúdo nacional e prioridades econômicas mais amplas nas decisões da Petrobras. Os efeitos práticos sobre cadeias produtivas dependerão da divulgação de projetos, valores, prazos e eventuais desdobramentos regulatórios ou operacionais.

Fonte: Estadão Conteúdo

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