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Brasil amplia cooperação agrícola com países africanos e reforça agenda comercial

Brasil amplia cooperação agrícola com países africanos e reforça agenda comercial


O Brasil ampliou a cooperação agrícola com países africanos desde 2023, com foco em segurança alimentar, desenvolvimento rural, agricultura tropical e sanidade agropecuária. Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (27) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), ao menos 18 instrumentos bilaterais foram assinados no período. Em 2025, as importações africanas de produtos do agronegócio brasileiro superaram US$ 12,1 bilhões, ante US$ 9,3 bilhões em 2022.

De acordo com o Mapa, o avanço da agenda com o continente africano combina cooperação técnica e fortalecimento das relações comerciais. Entre os produtos de maior destaque nas compras africanas do agro brasileiro estão carnes, cereais e açúcar. Na comparação com 2022, o valor importado em 2025 cresceu cerca de 30%, o que amplia o peso da região para exportadores e cadeias produtivas do Brasil.

A base da estratégia está na chamada cooperação Sul-Sul, modelo voltado à troca de tecnologias e experiências entre países em desenvolvimento. No caso africano, a pauta inclui temas ligados à produção em clima tropical, correção de solos, manejo de pastagens, agricultura familiar, crédito rural, assistência técnica e estruturação de sistemas de defesa agropecuária.

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Entre as iniciativas citadas pelo ministério estão o programa Mais Alimentos África, retomado em 2023 em Moçambique e Angola, e o Projeto Cerrado Africano, direcionado à adaptação de técnicas brasileiras para áreas de savana. Segundo o governo federal, as ações buscam apoiar o aumento da produção de alimentos com adequação às condições locais de clima, solo e estrutura produtiva.

A agenda ganhou estrutura permanente em fevereiro de 2026 com a inauguração do Escritório de Cooperação Técnica para a África. A unidade é coordenada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), em parceria com os ministérios da Agricultura do Brasil e da Etiópia.

Na avaliação técnica apresentada pelo Mapa, a presença permanente pode dar continuidade a projetos em agricultura digital, recuperação de áreas degradadas e sistemas produtivos de baixo carbono. O ministério informou ainda que persistem desafios logísticos, climáticos, linguísticos e de adaptação tecnológica, sem detalhar metas numéricas adicionais para os próximos anos.

Os dados indicam avanço simultâneo da cooperação técnica e do fluxo comercial com a África, mas o alcance dessa estratégia dependerá da execução dos projetos, da adaptação local das tecnologias e da continuidade institucional das parcerias. Até o momento, não foram informados prazos consolidados nem metas adicionais de expansão para essa agenda.

Fonte: gov.br

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