O quadro técnico do Giro do Boi desmistificou nesta quarta-feira (27) uma crença antiga que assombra muitos produtores de regiões serranas. O dentista Leonardo Rei, que está passando pelo processo de sucessão familiar e assumindo a fazenda de sua família em Espírito Santo do Dourado (MG), possui uma propriedade de 145 hectares de solo misto e uma topografia bastante montanhosa.
A pretensão do recém-pecuarista é produzir carne de alta qualidade, mas ele queria saber se a pecuária em áreas declivosas ou de morro faz o gado “malhar” mais a musculatura e, consequentemente, compromete a maciez da carne. A resposta foi dada pelo zootecnista Josmar Almeida, da Gerente de Pasto, trazendo um verdadeiro alívio para quem produz em terrenos acidentados.
Confira:
Desmistificação da pecuária em terrenos acidentados
Muitos acreditavam que o esforço físico diário exigido do gado para subir e descer encostas aumentaria o diâmetro das fibras musculares e a deposição de colágeno rígido, resultando em uma carne firme ou dura. Isso, segundo Almeida, é um mito completo.
A experiência prática com a pecuária em solos declivosos e não agricultáveis — como nas regiões de Guaraniaçu e Cornélio Procópio, no Paraná, e em zonas acidentadas do Pará — comprova que é perfeitamente possível produzir carne premium no morro.
Nesses locais, lotes de vacas de descarte bem terminadas e erados jovens de até 24 meses entregam rotineiramente carcaças com carne tenra, macia e de altíssima qualidade ao consumidor final, sem qualquer prejuízo decorrente da topografia.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Fatores para o sucesso na pecuária
Se o morro não é o culpado, o produtor deve entender os fatores reais que ditam o sucesso no gancho do frigorífico. Josmar Almeida listou os pilares que o novo pecuarista deve considerar em sua gestão:
- O gado gasta um pouco mais de energia caminhando no declive;
- Recomendação de aliar o pasto com o uso estratégico da tecnologia de cocho;
- O uso do semiconfinamento é ideal para áreas de morro.
A suplementação pesada de 0,5% a 1% do peso vivo é uma ferramenta que acelera o ganho de peso médio diário (GMD), neutraliza o gasto energético das subidas, antecipa a idade de abate para os 24 meses e garante o acabamento de gordura uniforme exigido pela indústria.
Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.
Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.
O post Criar gado em morro deixa a carne dura? Especialista responde apareceu primeiro em Canal Rural.


















