O seminário “Política Industrial para o Desenvolvimento: o Banco Mundial em Transformação” reuniu, nesta quinta-feira (27), em Brasília, especialistas, representantes do governo, do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para discutir o papel da política industrial no crescimento econômico brasileiro. Durante o encontro, autoridades defenderam a articulação entre macroeconomia, inovação, redução de desigualdades e fortalecimento das cadeias produtivas. Também foi apresentado um relatório do Banco Mundial com análise sobre os estágios de industrialização de 183 países.
No evento, a secretária extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda, Cristina Reis, afirmou que a política industrial está ligada à transformação da estrutura produtiva e à correção de distorções distributivas. Segundo ela, o desenvolvimento tecnológico depende de demanda interna e de mercados exportáveis, em um contexto de inflação controlada, crescimento econômico e mercado de trabalho mais aquecido.
O encontro foi promovido pelo Banco Mundial com apoio do Ministério da Fazenda. Participaram representantes do Ministério da Fazenda, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, do Ministério do Planejamento e Orçamento, do Banco Mundial e do FMI. Entre os nomes citados na programação estavam Matias Cardomingo, Felipe Gesteira, Guilherme Melo, Marcos Vinícius Chiliatto, Ana Margarida Fernandes, Tristan Reed e André Roncaglia.
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Durante a apresentação do relatório “Política Industrial para o Desenvolvimento”, o Banco Mundial destacou iniciativas brasileiras como a Nova Indústria Brasil, o Plano de Transformação Ecológica, ações da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e investimentos em pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Para o público do agronegócio, os pontos de maior interesse no debate foram a menção à segurança alimentar e nutricional, às cadeias de valor e ao mercado regulado de carbono, que segue em processo de regulamentação no país. Esses temas têm relação com agroindústria, inovação tecnológica no campo e possíveis novas exigências ou oportunidades para setores ligados à produção rural. O seminário, porém, não detalhou medidas específicas, prazos ou regras operacionais voltadas diretamente aos produtores.
O debate indicou que política industrial, pesquisa e transição ecológica seguem no centro da agenda econômica. Ainda assim, os efeitos práticos para cadeias agropecuárias dependem da regulamentação do mercado de carbono e do detalhamento de instrumentos oficiais para financiamento, inovação e integração produtiva.
Fonte: gov.br
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