Os custos operacionais do transporte de produtos agropecuários seguiram pressionando os preços de frete nas principais rotas monitoradas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), segundo o Boletim Logístico de maio, divulgado nesta sexta-feira (29). De acordo com a estatal, o diesel continua como o principal fator de sustentação das cotações, o que limitou recuos mais expressivos no serviço, mesmo com diferenças regionais entre março e abril.
Segundo a Conab, o comportamento dos fretes variou de acordo com o avanço da colheita da primeira safra e com a demanda por transporte nas regiões produtoras. Na comparação anual, porém, os valores seguem mais altos. O superintendente de Logística Operacional da companhia, Thomé Guth, afirmou que o combustível continua sendo o principal elemento de sustentação dos preços.
Em Mato Grosso, principal produtor de grãos do país, o mercado rodoviário ficou próximo da estabilidade, mas em níveis elevados para o período. Em Mato Grosso do Sul, houve acomodação após o pico logístico da colheita da soja, embora o volume produzido e os embarques ao mercado externo tenham mantido demanda consistente por transporte.
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Em Goiás, a Conab identificou redução mensal nos preços do transporte de grãos. Ainda assim, o custo do combustível no estado permaneceu, em média, 15% acima do registrado em abril de 2025, o que sustentou alta na comparação anual. No Distrito Federal, houve aumento em todas as rotas pesquisadas.
No Paraná, foram observadas variações pontuais em relação a março, com pressão de custos em rotas específicas. Na Bahia, os fretes subiram nas principais praças da safra primavera/verão e recuaram nas áreas de cultivo de outono/inverno. No Maranhão, apesar do transporte intenso com o avanço da colheita da soja, a maioria das rotas teve queda entre abril e março. No Piauí, a demanda cresceu com as exportações de soja, mas a retração do combustível contribuiu para a estabilidade média. Em São Paulo, abril registrou leve queda após forte alta em março.
O boletim indica que o comportamento dos fretes segue condicionado pela combinação entre ritmo de colheita, fluxo de exportações e custo do diesel. Sem mudança estrutural nesses fatores, a tendência de curto prazo é de manutenção de preços sustentados nas rotas com maior demanda logística, segundo a análise da Conab.
Fonte: gov.br
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