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Semana foi de queda para a arroba do boi; o que esperar até o fim do mês?

Semana foi de queda para a arroba do boi; o que esperar até o fim do mês?


O mercado físico do boi registrou preços mais baixos ao longo da segunda semana de setembro.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, esse movimento se explica por dois principais fatores:

  1. Os frigoríficos de maior porte contam com escalas de abate confortáveis, considerando a incidência de animais de parceria (contratos a termo), somado a utilização de confinamentos próprios;
  2. O mercado doméstico não apresentou bons índices de consumo de carne bovina durante a primeira quinzena do mês.

“Por outro lado, como ponto de suporte para o mercado, restou a exportação, que segue em ritmo acelerado durante o ano, com o país caminhando a passos largos para um recorde de embarques, com grande destaque para a receita obtida”, destaca.

E agora, o que esperar?

O coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, conta que a expectativa até o fim do ano é de um mercado com preços firmes, mas com fundamentos que limitam qualquer alta contundente.

“Olhando até o fim de setembro, enxergo um mercado com fundamentos baixistas, com a indústria pressionando ainda mais. As exportações de carne bovina estão indo muito bem neste mês, com alta de 31% na primeira semana do mês em comparação ao mesmo período de 2024. No entanto, o dólar está na mínima do ano, o que pesa para a margem da indústria exportadora e diminui o potencial de pagar mais para a arroba.”

Segundo ele, a oferta não está em ótimos níveis, mas, mesmo assim, as escalas têm avançado porque o confinamento se mantém com bom resultado. “Observamos que nos primeiros sinais de redução de escala, a indústria oferta um pouco mais e chega próximo de R$ 320, preenche suas escalas e sai novamente das compras, colocando pressão de baixa para testar o mercado”, contextualiza.

No mercado interno, Fabbri ressalta que a expectativa até o fim do ano é de um consumo moderado. “No ano, nessa época, tivemos eleições para prefeito em todo o Brasil, ou seja, havia uma injeção de capital extra no mercado brasileiro”.

Assim, sem o componente eleitoral, que coloca mais pressão de demanda artificial no mercado, o que resta são as comemorações de final de ano e dos empregos temporários que fazem mais renda circular. “Além disso, neste ano, em nossa visão, há uma competitividade mais apertada com o frango. Em suma, todos estes elementos acabam se tornando limitadores de viés de alta”, conclui.

Variação de preços do boi na semana

Acompanhe como os preços do boi gordo fecharam ontem (12) e como estavam na sexta-feira da semana passada (5):

  • São Paulo: R$ 308,58 — no dia 5 de setembro: R$ 311,42 (-0,9%)
  • Goiás: R$ 295,36 — R$ 303,57 (-2,7%)
  • Minas Gerais: R$ 292,94 — R$ 298,24 (-1,7%)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 321,02 — R$ 319,89 (+0,3%)
  • Mato Grosso: R$ 301,89 — R$ 309,66 (-2,5%)

Exportação de carne bovina

carne bovina - autoembargo
Foto: Abiec

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 435,206 milhões em setembro até o momento (5 dias úteis), com média diária de US$ 87,041 milhões, conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 78,338 mil toneladas, com média diária de 15,667 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.555,40.

Em relação a setembro de 2024, houve alta de 60,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 30,8% na quantidade média diária exportada e avanço de 23,1% no preço médio.

Com informações da Safras News



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