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Preço do diesel S-10 cai 0,97% na semana, aponta ANP

Preço do diesel S-10 cai 0,97% na semana, aponta ANP


O preço médio do diesel S-10 no Brasil caiu 0,97% na semana de 24 a 30 de maio, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgado nesta sexta-feira (29). O valor passou de R$ 7,20 para R$ 7,13 por litro. Foi a quinta semana consecutiva de recuo no combustível. No mesmo período, a gasolina comum caiu 0,60% e o gás liquefeito de petróleo (GLP) recuou 0,10%.

De acordo com a ANP, os menores preços médios do diesel S-10 foram registrados em Goiás, com R$ 6,88 por litro, no Rio Grande do Sul, com R$ 6,93, e em Espírito Santo e Minas Gerais, ambos com R$ 6,96 por litro.

A gasolina comum voltou a recuar após semanas de alta. O preço médio nacional passou de R$ 6,66 para R$ 6,62 por litro. Entre os estados com os maiores valores médios na última semana de maio, a ANP apontou Roraima, com R$ 7,70 por litro, Rondônia, com R$ 7,39, e Acre, com R$ 7,33.

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No caso do GLP, usado em residências e em parte da atividade econômica, o botijão de 13 quilos saiu de R$ 114,77 para R$ 114,65 na média nacional. Os maiores preços médios foram verificados em Roraima, com R$ 142,19, Tocantins, com R$ 133,42, e Amapá, com R$ 128,97 por botijão.

Para o setor agropecuário, o movimento do diesel tem relevância direta porque o combustível é um dos principais componentes do custo operacional no campo. Ele é usado no transporte de insumos e produção, no escoamento da safra e no abastecimento de máquinas agrícolas. Com cinco semanas seguidas de queda, o recuo pode aliviar parte das despesas logísticas, embora o efeito final dependa das condições regionais de frete, distância até os mercados consumidores e estrutura de distribuição.

Os dados divulgados pela ANP mostram a média nacional e estadual de revenda, mas não detalham, neste levantamento, os efeitos por cadeia produtiva ou por rota logística específica.

O recuo do diesel no encerramento de maio melhora a referência de custo para transporte e operação no campo, mas o impacto prático sobre produtores e cooperativas depende da transmissão desses preços ao frete e ao abastecimento regional. Sem dados adicionais por segmento, não há base técnica para estimar o efeito final sobre as margens do agro.

Fonte: Estadão Conteúdo

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