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Sertão Vivo avança para execução com R$ 1,025 bilhão no Semiárido

Sertão Vivo avança para execução com R$ 1,025 bilhão no Semiárido


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida) realizam nesta semana, na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília, o 1º Fórum de Transparência e Orientação da Iniciativa Sertão Vivo. O encontro, encerrado nesta quinta-feira (6), marca a passagem da fase de contratação para a execução das ações nos territórios do Semiárido.

A iniciativa soma R$ 1,025 bilhão em contratos e prevê atender 250 mil famílias rurais, o equivalente a cerca de 1 milhão de pessoas. O programa combina recursos reembolsáveis e não reembolsáveis para financiar ações de adaptação climática e enfrentamento da pobreza rural.

Do total contratado, aproximadamente R$ 843,5 milhões são reembolsáveis e cerca de R$ 182 milhões são não reembolsáveis. Os recursos destinados diretamente a famílias, associações e organizações comunitárias serão repassados de forma integralmente não reembolsável.

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Segundo o BNDES, os cinco contratos estaduais já foram assinados, as missões de arranque foram concluídas e os primeiros repasses começaram. Nesta etapa, os estados iniciam a seleção das comunidades, a contratação das equipes de assistência técnica e a elaboração dos primeiros planos territoriais, com apoio da Associação Programa Um Milhão de Cisternas (AP1MC), responsável também pelo planejamento, monitoramento, avaliação, aprendizagem e gestão do conhecimento.

O programa prevê o custeio de 20 mil sistemas de acesso à água, como cisternas-calçadão, barragens subterrâneas, barreiros-trincheira e estruturas de tratamento e reuso. Também estão previstos 84 mil hectares de sistemas produtivos resilientes, incluindo quintais produtivos, sistemas agroflorestais e áreas coletivas adaptadas às condições climáticas do Semiárido.

A execução envolve os governos da Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí e Sergipe, em parceria com o Fida e o Fundo Verde para o Clima (GCF). A Bahia contratou R$ 299,1 milhões para cerca de 75 mil famílias em 49 municípios. O Ceará soma R$ 251,6 milhões para aproximadamente 63 mil famílias em 72 municípios. Sergipe contratou R$ 150,2 milhões para atender 37,7 mil famílias em 30 municípios. Paraíba e Piauí contrataram R$ 150 milhões cada.

A iniciativa tem prioridade para agricultores familiares, assentados da reforma agrária, povos indígenas, comunidades quilombolas, outras comunidades tradicionais e famílias em situação de pobreza ou insegurança alimentar. A estimativa do programa é reduzir ou evitar a emissão de cerca de 11 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente ao longo de 20 anos.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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