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JBS bate recorde de receita e fatura US$ 23,9 bilhões no segundo trimestre

JBS bate recorde de receita e fatura US$ 23,9 bilhões no segundo trimestre


Foto: divulgação

A JBS registrou receita líquida recorde de US$ 23,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 14% na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado foi sustentado pelo desempenho das operações em diferentes mercados e proteínas, mesmo diante das dificuldades enfrentadas pelo segmento de carne bovina nos Estados Unidos.

Entre abril e junho, o EBITDA ajustado — indicador que mede a geração operacional de caixa — alcançou US$ 1,257 bilhão. Segundo a companhia, a maioria das unidades de negócio apresentou melhora sequencial de rentabilidade no período.

“Voltamos a registrar receita recorde, refletindo a força de nosso portfólio diversificado entre geografias, proteínas e marcas. Apesar das diferentes condições de mercado ao redor do mundo, nossas equipes operacionais mantiveram o foco em execução, eficiência e alocação disciplinada de capital”, afirmou o CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni.

O fluxo de caixa livre ficou positivo em US$ 130 milhões, uma melhora de US$ 185 milhões em relação ao segundo trimestre de 2025. Segundo a empresa, o avanço foi favorecido por medidas de gestão do capital de giro, como desconto de recebíveis, adiantamentos de clientes ligados às exportações brasileiras e evolução da conta de fornecedores.

A alavancagem líquida encerrou junho em 3,1 vezes. O prazo médio da dívida supera 15 anos, enquanto o custo médio é de 5,7% ao ano.

“Temos uma estrutura de capital sólida e liquidez adequada para atravessar os diferentes ciclos de nossas operações. O foco permanece na maximização do retorno dos investimentos já realizados”, disse Guilherme Cavalcanti, CFO Global da JBS.

JBS Brasil tem receita recorde

No Brasil, a companhia também atingiu números históricos. A JBS Brasil registrou receita líquida recorde de US$ 4,6 bilhões, avanço de 28% sobre o segundo trimestre de 2025.

O EBITDA ajustado alcançou US$ 273 milhões, o maior já registrado pela operação em um segundo trimestre e 22,1% superior ao observado um ano antes. A margem EBITDA ficou em 5,9%.

O crescimento ocorreu mesmo com uma elevação de 12% no preço médio do gado. De acordo com a empresa, o desempenho foi impulsionado principalmente pelas exportações, que registraram preços e volumes maiores, favorecidas pela estratégia de diversificação dos mercados compradores.

No mercado doméstico, a companhia concentrou esforços em clientes estratégicos, ampliação do portfólio de produtos de maior valor agregado e execução comercial.

Seara supera 1 milhão de toneladas no trimestre

A Seara encerrou o período com receita líquida de US$ 2,5 bilhões, crescimento de 18,2% na comparação anual. O volume comercializado superou 1 milhão de toneladas no trimestre.

O EBITDA ajustado somou US$ 315 milhões, com margem de 12,3%. Segundo a JBS, o resultado foi sustentado pelo aumento dos volumes, eficiência operacional e expansão comercial tanto no mercado brasileiro quanto no exterior.

A companhia também atribuiu o desempenho à maior utilização da capacidade produtiva, aos investimentos em automação e eficiência industrial e à expansão do portfólio de produtos de valor agregado.

Carne bovina nos EUA ainda pressiona margens

O principal ponto de pressão permaneceu na operação de carne bovina da América do Norte. A JBS Beef North America alcançou receita líquida recorde de US$ 7,8 bilhões, crescimento de 14,2% em um ano, beneficiada pelos preços historicamente elevados da carne e pela demanda resiliente dos consumidores norte-americanos.

Apesar do faturamento maior, a oferta restrita de bovinos continuou pressionando a rentabilidade. A elevação do preço do gado superou a valorização da carne, comprimindo os spreads da indústria.

Com isso, a unidade apresentou EBITDA ajustado negativo de US$ 100 milhões. O resultado, porém, representa melhora frente ao prejuízo operacional de US$ 264 milhões registrado no mesmo período de 2025.

Aves e suínos reforçam resultado global

A Pilgrim’s Pride registrou receita líquida de US$ 4,6 bilhões e EBITDA ajustado de US$ 360 milhões, com margem de 7,8%. A demanda por carne de frango permaneceu firme nos Estados Unidos, Europa e México.

Nos EUA, a rentabilidade avançou em relação ao primeiro trimestre, favorecida por ganhos de produtividade, modernização de unidades industriais e maior eficiência nas operações. O segmento de alimentos preparados também registrou crescimento das vendas e das margens.

Já a JBS USA Pork obteve receita líquida de US$ 2,1 bilhões. O EBITDA ajustado avançou 38% na comparação anual e chegou a US$ 184 milhões, com margem de 8,9%.

A companhia atribuiu o desempenho à estratégia comercial, ao mix favorável de vendas e ao avanço dos produtos de marca e de maior valor agregado.

Receita cresce 30% na Austrália

A JBS Austrália apresentou uma das maiores taxas de crescimento entre as operações da companhia. A receita líquida avançou 30% sobre o segundo trimestre de 2025, atingindo US$ 2,6 bilhões.

O EBITDA ajustado ficou em US$ 218 milhões, com margem de 8,5%. O resultado foi sustentado por preços e volumes maiores, além do desempenho da carne bovina nos mercados doméstico e internacional.

As operações de suínos, alimentos preparados e salmão também contribuíram para diversificar os resultados da unidade.

Para os próximos meses, a JBS afirma que continuará concentrada em eficiência operacional, fortalecimento das marcas e geração de caixa.

“Olhando para frente, continuamos focados em melhorar o desempenho operacional, fortalecer nosso portfólio de marcas e gerar fluxo de caixa, mantendo a flexibilidade necessária para atravessar diferentes ciclos de mercado”, concluiu Tomazoni.

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