O mercado do boi gordo segue firme, com oferta limitada de animais e dificuldade dos compradores para completar as escalas de abate. O Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq registrou mais um dia de alta e atingiu novo patamar histórico, com média de R$ 373,25 por arroba.
Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o valor representa avanço de 2,81% em relação à semana anterior.
O mercado também apresentou maior movimentação em relação à segunda-feira, com preços firmes em todo o país e reajustes positivos em algumas regiões.
Arroba chega a R$ 380 em São Paulo
No estado de São Paulo, as negociações ocorreram entre R$ 365 e R$ 375 por arroba, com lotes pontuais negociados a R$ 380.
Mesmo diante dos novos valores oferecidos, compradores encontram dificuldades para completar as escalas devido à disponibilidade limitada de animais.
Com isso, as escalas de abate variam entre três e oito dias.
O movimento de valorização também foi observado em outras regiões do país. Segundo o Cepea, houve reajustes de R$ 5 por arroba no leste e centro-sul da Bahia, Triângulo Mineiro e Pará, entre outras praças acompanhadas.
Carne sobe menos que a arroba
No mercado atacadista da carne bovina, os preços também avançaram, mas em ritmo mais moderado do que o observado para a arroba do boi gordo.
Na comparação semanal, o traseiro bovino acumulou valorização de 1,6%, enquanto a ponta de agulha subiu 0,9% e o dianteiro avançou 0,6%.
A carcaça casada, que representa o conjunto desses cortes, registrou aumento semanal de 1,2%, com média de R$ 25 por quilo à vista.
Já a carne equivalente apresentou média de R$ 375,45, cenário que, segundo o Cepea, indica estreitamento das margens da indústria, uma vez que a valorização da carne não acompanha na mesma intensidade o avanço do boi gordo.
Bezerro custa quase R$ 3,5 mil
O mercado de reposição também permanece firme. A disponibilidade reduzida de animais continua dando sustentação às cotações.
O Indicador do Bezerro Cepea/Esalq de Mato Grosso do Sul registrou média de R$ 3.467,50 por cabeça à vista.
Na avaliação do Cepea, o mercado segue com preços firmes nos diferentes elos da cadeia pecuária, sustentado principalmente pela oferta restrita de animais.

















