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Abiove eleva projeção de processamento de soja para 62,5 milhões de toneladas em 2026

Abiove eleva projeção de processamento de soja para 62,5 milhões de toneladas em 2026


A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou nesta terça-feira (20) de 62,2 milhões para 62,5 milhões de toneladas a projeção de processamento de soja no Brasil em 2026. Se confirmada, a marca representará novo recorde para o esmagamento da oleaginosa no país. O volume projetado supera em 6,5% as 58,698 milhões de toneladas consolidadas em 2025.

A revisão do esmagamento foi acompanhada por ajuste positivo na safra brasileira. A Abiove passou de 177,8 milhões para 180,1 milhões de toneladas a estimativa de produção de soja em 2026, alta de 1,3% sobre o relatório anterior. Com maior disponibilidade de matéria-prima, a entidade também elevou as projeções de derivados.

A produção de farelo foi revista de 47,9 milhões para 48,1 milhões de toneladas, aumento de 0,4%. No óleo de soja, a estimativa subiu de 12,5 milhões para 12,55 milhões de toneladas, também avanço de 0,4%.

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No comércio exterior, a previsão de exportações de soja em grão foi ajustada de 113,6 milhões para 114,1 milhões de toneladas, volume 5,5% acima das 108,181 milhões de toneladas embarcadas em 2025. As vendas externas de farelo passaram de 24,6 milhões para 24,8 milhões de toneladas, enquanto as de óleo foram elevadas de 1,55 milhão para 1,6 milhão de toneladas.

No mercado interno, o consumo de farelo foi revisado de 20,6 milhões para 20,7 milhões de toneladas. O consumo de óleo foi mantido em 10,9 milhões de toneladas. Do lado da oferta, a Abiove manteve em 900 mil toneladas a projeção de importação de soja para 2026.

Os estoques finais de soja foram elevados de 6,762 milhões para 8,245 milhões de toneladas, alta de 21,9%, indicando maior folga na disponibilidade do grão. Já no farelo, o estoque final caiu de 4,796 milhões para 4,696 milhões de toneladas.

Os dados mensais reforçaram o ritmo da indústria. Em março, o processamento somou 4,995 milhões de toneladas, alta de 25,8% ante fevereiro e de 5,9% sobre março de 2025. No primeiro trimestre, o esmagamento alcançou 12,8 milhões de toneladas, avanço de 9,8% na comparação anual.

Segundo a Abiove, a atualização reforça a perspectiva de recorde no processamento, sustentada pela safra maior e pela demanda por derivados. Para o setor, o movimento amplia a oferta de farelo e óleo, com reflexos sobre a indústria, a exportação e o abastecimento interno. Não foram informados, no material divulgado, recortes regionais da produção ou detalhes adicionais sobre preços.

Fonte: Estadão Conteúdo

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