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Ações ajudam produtores a enfrentar escassez de chuva no Sul do Brasil

Ações ajudam produtores a enfrentar escassez de chuva no Sul do Brasil


A falta de chuva está deixando municípios catarinenses em alerta. O Governo de Santa Catarina, por exemplo, conta com ações permanentes para apoio direto aos produtores, com linhas de crédito e programas emergenciais para minimizar os impactos nas propriedades, em ocorrências climáticas.

De acordo com a Epagri/Ciram, desde a segunda quinzena de janeiro, Santa Catarina registra pouca ocorrência de chuva, principalmente nos municípios que vão do Meio-Oeste ao Planalto Sul e Norte, bem como nas áreas próximas ao Paraná e ao Rio Grande do Sul.

Segundo a Epagri/Ciram, neste verão as massas de ar quente estão atuantes no estado, provocando ondas fortes de calor. As frentes frias, que costumam trazer chuva mais significativa, vêm passando mais ao sul na altura do Uruguai e Rio Grande do Sul, e as poucas que atingiram o estado catarinense trouxeram chuva com mais intensidade no litoral, em pequena quantidade no interior, principalmente nas regiões do Extremo Oeste, Oeste e Meio-Oeste.

“As chuvas estão mal distribuídas e são de curta duração, ocorrendo principalmente durante a tarde e seguidas de rápida evaporação, o que dificulta a infiltração no solo ou uma maior contribuição para elevar o nível de rios e reservatórios”, explica a meteorologista da Epagri/Ciram, Marilene de Lima.

Falta de chuva e a produção de soja

Conforme a Epagri/Cepa, a soja está em fase de colheita em Santa Catarina e, nas áreas semeadas mais tarde, pode-se ter alguma redução na produtividade média, mas de forma geral, a safra será uma das melhores dos últimos anos. Já o feijão 2ª safra e o milho 2ª safra estão predominantemente em fase de desenvolvimento vegetativo e início de floração.

“Essas áreas merecem mais atenção, podendo haver perdas importantes em produtividade caso a escassez de chuva persista nos próximos meses”, diz o analista de socioeconomia e desenvolvimento rural da Epagi/Cepa, João Alves.

Programas de apoio ao produtor

O Programa Água no Campo SC com as linhas “Água para Todos” e “Cultivando Água e Protegendo Solo” é voltado aos financiamentos para captação, armazenamento, tratamento, distribuição de água para dessedentação animal e humana, proteção de nascentes, práticas de recuperação, conservação e manejo do solo e da água. Os agricultores podem acessar até R$ 100 mil, com prazo de pagamento de cinco anos e desconto de até 50% para adimplentes.

O Pronampe Agro SC Emergencial apoia a recuperação de sistemas produtivos, incluindo benfeitorias, embarcações, máquinas e equipamentos danificados. O programa oferece a subvenção dos juros de 3% ao ano, de operação de crédito contratada pelos agricultores, com prazo de até oito anos.

Atende os produtores que se enquadram no Pronaf e Pronamp com enquadramento de até R$ 100 mil por família. Os produtores podem acessar esses programas no escritório da Epagri do seu município.

“O governo mantém um conjunto de ações permanentes para oferecer suporte direto aos agricultores, com linhas de crédito e programas emergenciais que visam minimizar os impactos das adversidades climáticas nas propriedades. Nossas equipes estão em campo para identificar os principais problemas e dar o suporte necessário”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini.

Safra Garantida

O Programa Safra Garantida SC – Garantindo a renda do agricultor Catarinense trará um novo fôlego aos agricultores que acessam o Pronaf Custeio Agrícola e aderem ao Proagro Mais – seguro compulsório do governo federal que protege a safra em casos de perda. Irá oferecer um subsídio de até R$ 1.500,00 aos agricultores familiares com renda bruta anual de até R$ 100 mil, para custear a taxa de adesão ao Proagro Mais. O Safra Garantida está em fase de regulamentação com bancos e cooperativas que operam o Pronaf.

Quando volta a chuva?

Segundo a meteorologista Gilsânia Cruz, a previsão até o fim de março é de chuva escassa e mal distribuída nas regiões do Extremo Oeste, Oeste e Meio-Oeste, ocorrendo com maior frequência na faixa leste do estado (Planalto ao Litoral). Nos meses de abril e maio, a previsão é de chuva próxima a abaixo da média climatológica em Santa Catarina, com chance de períodos prolongados sem chuva.

Com a diminuição das chuvas de verão (chuvas convectivas), as frentes frias começam a chegar com mais frequência ao Sul do Brasil, especialmente na segunda quinzena do mês, contribuindo para a maior parte da precipitação em Santa Catarina.

A média mensal de chuvas para o Oeste e Planalto deve variar entre 100 a 130mm, enquanto no Litoral esse valor fica entre 150 e 210mm. Para abril e maio, espera-se uma redução ainda maior nas chuvas, com a média mensal ficando entre 100 e 170mm no estado.



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