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Boi gordo: oferta mais restrita fortalece preços da arroba em julho; saiba o que esperar de agosto

Boi gordo: oferta mais restrita fortalece preços da arroba em julho; saiba o que esperar de agosto


Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

O mercado físico do boi gordo registrou preços mais altos para o boi gordo no decorrer de julho. De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, a oferta mais restrita dificultou a composição das escalas de abate por parte da indústria frigorífica.

Nas exportações, a projeção dos volumes se mostrou mais lenta, com uma queda no ritmo diário ao longo do mês, algo previsível e que refletiu o esgotamento precoce da cota brasileira disponibilizada pela China.
Iglesias sinaliza que, para agosto, há uma expectativa de um maior equilíbrio nas cotações do boi gordo, pois tende a haver um avanço gradual da oferta proveniente dos confinamentos.

Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 30 de julho:
  • São Paulo (Capital) – R$ 350 a arroba, avanço de 4,48% perante os R$ 335 praticados no fim de junho.
  • Goiás (Goiânia) – R$ 325 a arroba, aumento de 1,56% frente aos R$ 320 praticados no fim do mês anterior.
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 325 a arroba, alta de 3,17% perante os R$ 315 praticados no fim do mês passado.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 335 a arroba, aumento de 4,69% frente aos R$ 320 registrados no final do mês anterior.
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 325 a arroba, queda de 1,52% frente aos R$ 330 registrados no fim de junho.
  • Rondônia (Vilhena) – R$ 325 a arroba, acréscimo de 1,56% em relação aos R$ 320 registrados no encerramento do mês passado.

Atacado

O mercado atacadista registrou preços mistos ao longo de julho. Segundo Iglesias, o corte do quarto do dianteiro do boi foi cotado a R$ 20 por quilo, queda de 4,76% frente ao valor praticado no fim de junho. 

O quarto do traseiro bovino foi precificado a R$ 26,50 por quilo, aumento de 3,92% frente aos R$ 25,50 praticados no fechamento do mês anterior.

Exportações

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,243 bilhão em julho até o momento (18 dias úteis), com média diária de US$ 69,072 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 195,214 mil toneladas, com média diária de 10,845 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.368,90.
Em relação a julho de 2025, houve alta de 3,4% no valor médio diário da exportação, queda de 9,9% na quantidade média diária exportada e avanço de 14,8% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

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