A diretora de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Sueme Mori, debateu a diplomacia dos alimentos nesta sexta-feira (15), durante o São Paulo Innovation Week 2026. No painel, a representante da entidade abordou segurança alimentar, acordos comerciais, barreiras sanitárias e ambientais e o papel das cadeias produtivas nas relações internacionais.
Segundo Sueme Mori, o Brasil consolidou presença no comércio internacional de alimentos pela combinação entre capacidade produtiva, competitividade e regularidade no fornecimento. Como exemplo, ela citou o período da pandemia de covid-19, quando o país manteve o abastecimento aos parceiros comerciais e seguiu exportando. A CNA não apresentou, no painel, números atualizados de volume ou valor exportado.
A diretora afirmou que essa inserção externa foi construída com base na eficiência comercial, mas observou que o ambiente global tem mudado com o enfraquecimento de regras multilaterais e com medidas adotadas por alguns países. Nesse contexto, o debate incluiu barreiras sanitárias e ambientais e a necessidade de o Brasil ampliar sua participação técnica nas discussões internacionais.
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Ao tratar da pauta exportadora, Sueme disse que o país vende uma variedade de produtos do agronegócio, embora soja, milho e proteína animal concentrem maior volume e valor e, por isso, recebam mais visibilidade. Sobre destinos, ela destacou a China como principal parceiro comercial e afirmou que há interesse mútuo em diversificar relações, sem reduzir o peso do vínculo já estabelecido.
A representante da CNA também comentou o acordo entre Mercosul e União Europeia. De acordo com ela, o entendimento foi resultado de uma negociação extensa e ainda exige atenção diante de medidas europeias que possam afetar o equilíbrio do texto negociado.
A avaliação apresentada no painel é de que a atuação brasileira no comércio exterior dependerá, cada vez mais, de presença institucional em fóruns técnicos e políticos, especialmente em temas regulatórios, sanitários e ambientais. Também participaram do debate José Pimenta, diretor de Relações Governamentais e Comércio Internacional da BMJ, e Alberto Pfeifer, especialista e líder do Insper Agro Global. A mediação foi da jornalista Isadora Duarte.
Fonte: cnabrasil.org.br
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