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CNA levanta custos de produção de banana, suínos, gado e eucalipto em MG e BA

CNA levanta custos de produção de banana, suínos, gado e eucalipto em MG e BA


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou, nesta semana, painéis do projeto Campo Futuro para levantar os custos de produção de banana, eucalipto, suínos e pecuária de corte em municípios de Minas Gerais e da Bahia. Os encontros, divulgados nesta sexta-feira (29), reuniram produtores e técnicos para definir propriedades modais e medir indicadores econômicos das atividades. O objetivo é gerar referências para a tomada de decisão no setor rural.

Na Bahia, os painéis de eucalipto ocorreram em Eunápolis e Teixeira de Freitas. Em Teixeira de Freitas, a propriedade modal considerada tem 100 hectares, condução da floresta até o sexto ano, sem desbastes, e Incremento Médio Anual (IMA) de 32 metros cúbicos por hectare ao ano. Em Eunápolis, o modelo definido também foi de 100 hectares, com ciclo de 7 anos e IMA de 41 m3/ha/ano. Segundo a CNA, a madeira é destinada à produção de celulose e a receita tem coberto os custos operacionais, embora a competição por terra, a terceirização de maquinário e a mão de obra pressionem os desembolsos.

Em Jaíba (MG), o levantamento da banana considerou uma área modal de 20 hectares, com 2.200 plantas por hectare e produtividade de 50 toneladas por hectare. Desse volume, cerca de 45 t/ha são efetivamente comercializadas após beneficiamento e classificação. De acordo com os participantes, chuvas mais intensas e temperaturas elevadas no último ano ampliaram a pressão de pragas e elevaram o custo de manejo. Mesmo com preços acima da média anual, o painel indicou pressão sobre a rentabilidade.

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Na suinocultura, em Uberlândia (MG), o sistema de produção de leitões com 2.200 matrizes e saída anual de 57.787 animais registrou custo operacional efetivo (COE) de R$ 53,24 por leitão, com a mão de obra respondendo por 42,3% do total. Nas unidades de terminação, o COE foi estimado em R$ 37,20 por suíno terminado.

Na pecuária de corte, os levantamentos em Santa Vitória, Uberaba e Uberlândia mostraram que a compra de animais concentra a maior parcela dos custos em recria e confinamento, com 64,8% e 65% do COE, respectivamente. Em Uberlândia, na cria, o COE foi estimado em R$ 223,34 por arroba vendida.

Os resultados do Campo Futuro indicam que a composição de custos varia conforme o sistema produtivo, a escala e as condições regionais. Pelos dados apresentados pela CNA, despesas com reposição animal, mão de obra, energia, suplementação e serviços terceirizados seguem entre os principais fatores de pressão sobre as margens. A entidade informou que os levantamentos servem como referência técnica para planejamento econômico e comparação de desempenho nas propriedades.

Fonte: cnabrasil.org.br

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